Huambo – O ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguêns de Oliveira, realçou, esta quinta-feira, no Huambo, a importância do desenvolvimento das indústrias transformadoras de produtos nacionais, para reforçar a segurança alimentar e reduzir a dependência de bens importados.
Huambo – O ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguêns de Oliveira, realçou, esta quinta-feira, no Huambo, a importância do desenvolvimento das indústrias transformadoras de produtos nacionais, para reforçar a segurança alimentar e reduzir a dependência de bens importados.
O governante falava na abertura da Expo-Huambo, que junta mais de 270 expositores, a decorrer de 24 a 27 deste mês, sob o lema “Conectando Negócios para a Diversificação da Economia”.
Disse que o Executivo defende a capacidade de Angola produzir uma parte cada vez maior dos alimentos de que necessita, reduzir vulnerabilidades externas e garantir maior aptidão de resposta perante choques internacionais, perturbações das cadeias logísticas ou alterações dos preços nos mercados internacionais.
Segundo o governante, quando se transforma a matéria-prima nacional em farinha, alimentos processados, produtos de origem animal, mobiliário, calçado, têxteis ou outros bens de consumo, cria-se valor acrescentado, emprego e novas oportunidades para as empresas nacionais.
Afirmou que a segurança alimentar exige disponibilidade de alimentos, qualidade, regularidade no abastecimento, capacidade de conservação, distribuição eficiente e preços acessíveis, daí a necessidade de produzir e transformar mais e melhor.
Sinalizou que a auto-suficiência alimentar constrói-se com produtividade, tecnologia, investimento, infra-estruturas, conhecimento e organização das cadeias de valor, com parcerias que podem ser criadas durante a realização da Expo-Huambo, por constituir um pilar na criação de oportunidades de negócios.
Disse que, em Agosto de 2026, a inflação homóloga situou-se em 8,78 por cento, o que representa uma desaceleração de 0,55 pontos percentuais face ao mês anterior e de 10,09 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025.
Sublinhou que, perante uma inflação que já se encontra num dígito, este movimento de desaceleração deve ser acompanhado pela continuidade das políticas de aumento da oferta nacional, pois a estabilidade dos preços está relacionada com a capacidade da economia de produzir e disponibilizar bens em quantidade suficiente.
Referiu que a presente edição traduz uma prioridade estratégica para o país produzir mais, transformar mais, comercializar melhor e criar mais valor dentro de Angola.
Disse ser nesta perspectiva que se deve olhar para a Expo-Huambo, não apenas como uma feira de exposição de produtos e serviços, mas como uma plataforma de negócios, investimento, produção, transformação e integração das cadeias de valor nacionais.
Afirmou que a diversificação da economia não pode ser apenas um conceito económico, tem de traduzir-se em empresas a produzir, agricultores a produzir mais, indústrias a transformar, comerciantes a distribuir, trabalhadores a encontrar emprego e consumidores a encontrar produtos nacionais com qualidade e preços competitivos.
Referiu que esta orientação está alinhada com as medidas de política económica que têm sido promovidas pelo Executivo, sob orientação do Presidente da República, João Lourenço, com particular enfoque no aumento da produção nacional, na diversificação da economia, no apoio ao investimento privado, na melhoria do ambiente de negócios e no reforço da capacidade produtiva do País.
Disse que o PRODESI continua a assumir o papel relevante de aproximar a produção do mercado, facilitar o acesso ao financiamento, estimular a produção nacional, promover a substituição competitiva de importações e criar condições para que as empresas nacionais possam crescer, investir e conquistar novos mercados.
Sinalizou que os resultados mostram uma dinâmica que deve continuar a consolidar, no II trimestre de 2026, os desembolsos de crédito no âmbito do PRODESI atingiram cerca de 70,1 mil milhões de Kwanzas, representando um crescimento de 130 por cento face ao igual período anterior.
No mesmo período, a produção agrária atingiu 12,8 milhões de toneladas, a produção pecuária 61,8 mil toneladas e a produção pesqueira 239 mil toneladas, estas cifras representam mais do que indicadores estatísticos, mas a capacidade produtiva, matéria-prima, empresas, emprego e maior oferta para o mercado nacional.
Com palco no antigo Jardim Botânico, no centro da cidade, a terceira edição da Expo-Huambo, constitui um espaço estratégico que facilita o encontro entre decisores, produtores, financiadores e consumidores, promovendo negócios, inovação e parcerias que fortalecem toda a cadeia produtiva nacional. JSV/ALH




