Talatona - Os ministros dos Transportes dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) apontaram esta segunda-feira, em Luanda, a facilitação do comércio como um dos factores cruciais para dinamizar os corredores logísticos e a integração logística regional.
Talatona - Os ministros dos Transportes dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) apontaram esta segunda-feira, em Luanda, a facilitação do comércio como um dos factores cruciais para dinamizar os corredores logísticos e a integração logística regional.
A posição foi manifestada durante o painel de alto nível que abordou o tema “Angola como hub de conectividade logística e transformação dos acordos”, no âmbito da 2ª edição da cimeira "Angola Hub Transportes e Logística Summit 2026", que decorre de 28 a 30 de Setembro, em Luanda.
Na ocasião, os governantes destaram também o fortalecimento da conectividade e a concretização dos acordos regionais como outros elementos fundamentais para a efectiva integração dos países da SADC.
O ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, realçou a necessidade de se transformar os entendimentos alcançados entre os países em iniciativas concretas, capazes de melhorar a circulação de mercadorias e pessoas.
Defendeu, igualmente, a necessidade de se ultrapassar os mecanismos de simplificação existentes no âmbito da SADC, tendo salientado que este trabalho deve começar nos próprios países, através da melhoria dos procedimentos e da coordenação entre as diferentes instituições.
“Seremos o maior mercado consumidor do mundo. Temos que ter noção de que isso vai acontecer. Não são hipóteses e não podemos duvidar. Temos todo um manancial de oportunidades, quer no sector público, quer no privado”, afirmou.
Durante o referido painel, o vice-primeiro-ministro da República Democrática do Congo (RDC), Jean-Pierre Bemba, apresentou projectos em curso nos domínios portuário, fronteiriço e logístico, com destaque para a construção de uma infra-estrutura portuária em Kalemie, junto ao Lago Tanganica, na fronteira com a Tanzânia.
Segundo o Jean -Pierre Bemba, o projecto, desenvolvido através de uma Parceria Público-Privada (PPP), visa optimizar o fluxo logístico com a Tanzânia, estando prevista a sua conclusão para Julho do próximo ano.
Evidenciou ainda os investimentos no Corredor Central, incluindo um parque logístico de 69 hectares em Dar es Salaam, na Tanzânia, destinado a centralizar operações de importação e exportação relacionadas com a RDC.
O responsável referiu que uma parte importante do tráfego movimentado pelo porto de Dar es Salaam tem como destino a RDC, salientando a necessidade de integrar as operações de gestão de fretes terrestres e marítimos num único espaço aduaneiro, com o objectivo de reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência logística.
Na fronteira com a Zâmbia, em Kasumbalesa, o vice-primeiro-ministro apontou, igualmente, avanços na modernização das infra-estruturas fronteiriças, através de investimentos e parcerias com o sector privado, de modo a conferir maior fluidez ao tráfego rodoviário e reduzir os congestionamentos.
Por sua vez, o ministro dos Transportes de Moçambique, João Jorge Matlombe, realçou a importância da facilitação de toda a cadeia logística e do desenvolvimento das infra-estruturas rodoviárias para melhorar a circulação de mercadorias e a conectividade regional.
O painel contou ainda com a participação do director e Managing para a África Subsaariana da DP World, Mohammed Akoojee, que fez parte do debate sobre os desafios e oportunidades para o desenvolvimento dos corredores logísticos e a dinamização do comércio regional. GIZ/QCB




