Luanda – A sustentabilidade ambiental, o ordenamento do território e a urgência de infra-estruturas básicas em pontos turísticos de Angola são apontados como os principais desafios do país para alavancar o desenvolvimento sustentável do sector do turismo angolano.
Luanda – A sustentabilidade ambiental, o ordenamento do território e a urgência de infra-estruturas básicas em pontos turísticos de Angola são apontados como os principais desafios do país para alavancar o desenvolvimento sustentável do sector do turismo angolano.
Esses desafios foram apontados por representantes do Ministério do Turismo (MINTUR) e operadores deste sector, durante o painel que abordou o tema “O sector do turismo em Angola: Potencialidades, investimento e infra-estruturas”, no quadro da conferência Angola Economic Forum 2026, que encerrou esta sexta-feira, em Luanda.
De acordo com o director nacional para a Estruturação do MINTUR, Denilson Gonçalves, a preservação ambiental figura como pilar fundamental na elaboração dos planos de ordenamento turístico.
Explicou que projectos estruturantes, como o do Pólo Turístico de Cabo Ledo, assentam na obrigatoriedade legal e no princípio da sustentabilidade para garantir o crescimento harmonioso das zonas com potencial turístico.
No capítulo da articulação institucional, o responsável esclareceu que a gestão do perímetro territorial de Cabo Ledo compete ao próprio polo e ao MINTUR, em coordenação contínua com os ministérios das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação e do Ambiente.
Sublinhou que essa integração intersectorial visa resolver constrangimentos críticos de acessibilidade e infra-estruturas em pólos estratégicos, como o das Quedas de Kalandula (Malanje) e nos eixos rodoviários que ligam as províncias de Benguela e do Namibe.
Sobre a relação com a classe empresarial, Denilson Gonçalves informou que, apesar da inexistência de um órgão específico de concertação, o departamento ministerial mantém encontros regulares com associações do sector e acolheu favoravelmente a proposta para institucionalizar um fórum de consulta permanente.
Défice de serviços
Por sua vez, o presidente da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), Ramiro Barreira, manifestou preocupação face às dificuldades de mobilidade e a carência de infra-estruturas de apoio nos destinos turísticos.
Segundo o empresário, com excepção ao Miradouro da Lua, que dispõe de estacionamento, saneamento básico e suporte operacional, a maioria dos pontos turísticos do país carece de serviços essenciais, como casas de banho públicas e sistemas eficientes de recolha de resíduos.
Relativamente aos custos de alojamento e restauração, considerados elevados para a maioria das famílias, Ramiro Barreira defendeu o incentivo ao alojamento local e fomento da economia de escala para democratizar o turismo interno e dinamizar a economia nacional.
E para alterar o actual cenário, o representante da Associação das Agências de Viagens de Angola (AAVA), Sérgio Freire, e o empresário Paulo Sérgio defenderam a implementação de um plano de acção rápida, nos moldes de um “Plano Marshall”, focado nas infra-estruturas básicas dos 18 pontos turísticos prioritários do país.
Para os operadores, esse plano deve ser acompanhado por brigadas itinerantes de formação profissional, no âmbito do Programa “Capacitar”, com vista a elevar a qualidade do atendimento e a experiência dos visitantes. OPF/QCB




