O Governo de Moçambique pretende mobilizar recursos para garantir a execução integral do Plano Anual de Contingência 2026-2027, aprovado pelo Conselho de Ministros, com o objectivo de prestar assistência a cerca de 2,2 milhões de pessoas em situação de risco devido à ocorrência de fenómenos climáticos extremos.
“Este plano está orçado em 556,4 milhões de euros e prevê-se socorrer 2,2 milhões de pessoas. Deste valor, o Governo tem disponíveis cerca de 327,3 milhões de euros”, anunciou esta Terça-feira, 03, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no balanço da 32.ª sessão ordinária do órgão, em Maputo.
Segundo o governante, o plano abrange todo o território nacional e visa reforçar a capacidade de prevenção, preparação e resposta às situações de emergência provocadas por eventos como ciclones, cheias, inundações e períodos de seca.
A iniciativa, explicou o porta-voz, pretende assegurar assistência às comunidades mais vulneráveis, através da mobilização de meios financeiros, materiais e logísticos para responder às necessidades das populações afectadas.
De acordo com Impissa, o financiamento agora disponível é proveniente do Fundo de Gestão de Calamidades, da avaliação de materiais disponíveis nos armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), de contribuições de parceiros de cooperação e de recursos já anunciados por estes.
“Entretanto, neste momento, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres regista um défice de 229,3 milhões de euros que continuam a ser mobilizados de diferentes parceiros”, assinalou.
Inocêncio disse que a próxima época chuvosa apresenta desafios distintos dos registados no ano anterior, devido à coexistência de fenómenos com impactos potencialmente contraditórios em diferentes regiões do país.
“Esta tem a particularidade de combinar, por um lado, cheias, inundações e ciclones e, por outro, o fenómeno El Niño, com maior probabilidade de ocorrência de chuvas muito abaixo do normal nas zonas sul e centro de Moçambique”, afirmou.
A execução plena do plano é considerada fundamental para reduzir os impactos humanitários e socioeconómicos dos desastres naturais, num contexto em que Moçambique continua particularmente exposto aos efeitos das alterações climáticas.




