Moçâmedes – A província do Namibe aposta na produção de cana-de-açúcar para assegurar matéria-prima à primeira destilaria da região, criar emprego e dinamizar uma cadeia de valor que liga a produção agrícola à transformação industrial.
Moçâmedes – A província do Namibe aposta na produção de cana-de-açúcar para assegurar matéria-prima à primeira destilaria da região, criar emprego e dinamizar uma cadeia de valor que liga a produção agrícola à transformação industrial.
Ao proceder, esta sexta-feira, à abertura da campanha de plantação massiva de cana-de-açúcar, o governador provincial do Namibe, Archer Mangueira, afirmou que a iniciativa vai criar a base agrícola necessária ao funcionamento da unidade industrial.
Segundo o governante, o projecto permitirá aproximar a produção agrícola da transformação industrial, acrescentar valor à produção local e criar oportunidades de negócio ao longo de toda a cadeia produtiva.
Archer Mangueira considerou que o impacto da iniciativa não deve ser medido apenas pela quantidade de cana-de-açúcar plantada, mas também pelo rendimento para as famílias, pelos postos de trabalho, pelo fortalecimento das cooperativas e pelo surgimento de novas actividades económicas associadas à cultura.
Para assegurar a expansão da actividade, defendeu o envolvimento das instituições públicas, da empresa promotora, agricultores individuais, cooperativas, famílias produtoras e instituições financeiras.
O governador apelou igualmente à expansão da campanha para além do município de Sacomar, com o aproveitamento de outras zonas da província que reúnam condições para o cultivo da cana-de-açúcar, bem como ao envolvimento de produtores de outras províncias da região Sul.
Cadeia de valor
Promovido pela empresa Kanhome, o projecto integra jovens associados em cooperativas, empreendedores, académicos e a comunidade em geral, numa estratégia que pretende contribuir para o desenvolvimento económico e social do Namibe.
A iniciativa prevê a produção de matéria-prima para a indústria de transformação dos derivados da cana-de-açúcar, com potencial para aumentar a cadeia de valor, gerar emprego e criar novas oportunidades de negócio.
Entre os principais derivados da cultura encontram-se o açúcar, melaço, rapadura e etanol, este último com aplicação na produção de bebidas e como biocombustível.
O bagaço da cana pode, por sua vez, ser reaproveitado na geração de energia, no fabrico de papel e na fertilização dos solos, permitindo maior aproveitamento da planta.
A aposta pretende, assim, criar uma cadeia integrada, desde a produção agrícola até à transformação industrial e comercialização dos derivados da cana-de-açúcar.VR/FA/FMA/ART




