A província do Namibe produziu, durante o primeiro semestre, cerca de 53 mil toneladas de tomate numa área estimada em dois mil hectares.
Segundo o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, Raimundo Ngonga, o resultado demonstra a capacidade de resiliência dos produtores locais no combate à “Tuta absoluta”, uma das principais pragas que afecta a cultura.
O responsável explicou que as condições climáticas do Namibe permitem a produção de tomate durante
praticamente todo o ano, embora os níveis de produtividade sejam influenciados pelas variações de temperatura e pelo surgimento de doenças, sobretudo durante os períodos de frio.
“Os nossos agricultores já são resilientes e têm conseguido combater a “Tuta absoluta”. Esse tem sido um dos grandes desafios dos produtores de tomate”, afirmou Raimundo Ngonga.
De acordo com o responsável, o Namibe mantém-se como uma das principais regiões produtoras de tomate do país, com uma produção que abastece diferentes mercados nacionais. Parte significativa do produto é transportada para províncias como Luanda, Benguela e Huíla, contribuindo para o abastecimento dos principais centros de consumo.
O responsável destacou, igualmente, que o tomate e a cebola constituem neste momento algumas das culturas de maior valor económico para os agricultores da província, ao lado de outras produções hortícolas que têm registado resultados positivos. Entre estas culturas, Raimundo Ngonga apontou a batata-doce, melancia e gindungo, cuja produção tem vindo a ganhar expressão nos principais vales agrícolas da província.
Ampliar mercados
Apesar da elevada produção, o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas reconheceu que o mercado interno ainda não consegue absorver toda a produção hortícola do Namibe.
Segundo Raimundo Ngonga, além do abastecimento de várias províncias, existem informações sobre a saída de produtos agrícolas da região para mercados externos, com destaque para a República Democrática do Congo, apontada como um dos destinos da produção agrícola angolana.
A expansão dos mercados, segundo o responsável, representa uma oportunidade para os produtores aumentarem os níveis de produção e melhorarem os rendimentos, sobretudo numa altura em que a agricultura é apontada como um dos sectores com maior potencial de diversificação da economia provincial.




