A futura Plataforma Logística da Caála, na província do Huambo, ganhou novo impulso com a inauguração, na segunda-feira, da nova Cadeia de Solução Intermédia de Frio, um projecto avaliado em 2,5 milhões de dólares.
Inaugurada pelo secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Jorge Bengue Calumbo, a nova infra-estrutura foi construída em três meses e está projectada para armazenar e conservar produtos agrícolas, contribuindo para a redução das perdas pós- colheita. A unidade deverá criar 50 postos de trabalho.
O projecto contou com um financiamento de 1,5 milhão de dólares do Banco Mundial, através do projecto Diversifica Mais, enquanto que o remanescente foi assegurado pelo Governo angolano, por intermédio da Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA), um dos operadores do Corredor do Lobito.
No acto inaugural, realizado no município da Caála, Jorge Bengue Calumbo informou que a infra-estrutura tem capacidade para movimentar cerca de cinco mil toneladas de produtos agrícolasno primeiro ano de funcionamento, podendo atingir entre oito e dez mil toneladas a partir do segundo ano.
De acordo com Jorge Bengue Calumbo, a iniciativa vai, além da disponibilização de capacidade de refrigeração, criar uma solução logística que permita aos agricultores conservar melhor os produtos, planear a comercialização e colocá-los nos mercados em condições mais favoráveis.
“Quando um agricultor perde a sua colheita por falta de condições de conservação, significa perder o resultado de meses de trabalho, recursos investidos e expectativas criadas”, afirmou, defendendo a criação de condições para reduzir as perdas pós-colheita, preservar a qualidade dos produtos e proteger o rendimento dos produtores.
Ligação da produção agrícola aos mercados
Por seu turno, o governador do Huambo, Pereira Alfredo, considerou que a nova infra-estrutura constitui uma conquista para a região, ao permitir que os agricultores tenham maior facilidade em conservar e escoar a produção para os mercados nacionais e internacionais.
Para Pereira Alfredo, o desenvolvimento da agricultura não termina na produção, dependendo igualmente da capacidade de conservar, transportar e comercializar os produtos.
Segundo o governador, a posição geográfica do Huambo confere à província uma responsabilidade estratégica na articulação dos fluxos comerciais, industriais e agrícolas entre o Norte, Sul, Leste e o litoral do país.
“Com a operacionalização desta infra-estrutura na Caála, reforçamos a vocação do Planalto Central como pólo logístico integrador, capaz de reduzir custos de transacção, dinamizar cadeias de valor e potenciar a circulação eficiente de bens essenciais para todo o país”, afirmou.




