Lubango - Três mil e 500 pequenos agricultores, de cinco municípios da Huíla, vão beneficiar durante a próxima campanha agrícola (2026-2027), do reforço de acções de resiliência às alterações climáticas do Programa Alimentar Mundial (PAM).
Lubango - Três mil e 500 pequenos agricultores, de cinco municípios da Huíla, vão beneficiar durante a próxima campanha agrícola (2026-2027), do reforço de acções de resiliência às alterações climáticas do Programa Alimentar Mundial (PAM).
Trata-se do projecto de Reforço da Resiliência e Promoção da Segurança Hídrica e Alimentar nas Comunidades Afectadas por Choques Climáticos, através de Soluções Inovadoras e Sustentáveis, financiadas pelo governo japonês, para apoiar produtores nos municípios da Chibia e Quipungo.
O segundo, de Reforço da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional nas Comunidades Afectadas por Choques Climáticos na Huíla, é financiado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para beneficiar produtores nos municípios da Matala, Caluquembe e Humpata.
Em declarações à ANGOP, o chefe do escritório do PAM em Angola, Espínola Caribe, afirmou que esdes projectos estão alinhados com as prioridades nacionais de desenvolvimento e fazem parte de um pacote mais amplo de assistência técnica a Angola.
Declarou que os projectos têm no total cerca de 1.1 milhões de dólares e vão ser implementados, a partir de Outubro próximo, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), o Governo Provincial da Huíla e as autoridades municipais.
Destacou que a prioridade é reforçar os sistemas e as capacidades institucionais, a nível central e local, e implementar intervenções que reforcem a resiliência das comunidades a choques futuros.
Para o efeito, avançou que essas iniciativas vão apoiar a formação de membros de Escolas de Campo de Agricultores (ECA), com prioridade para mulheres e jovens.
No total, de acordo com Espínola Caribe, 20 activistas das Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA) vão ser capacitados em produção agrícola, gestão das ECA, associativismo, acesso a mercados e educação nutricional, para melhor apoiar as comunidades.
Detalhou que os projectos incluem ainda a distribuição de sementes melhoradas, instrumentos e outros equipamentos agrícolas, bem como apoio para reforçar as ligações entre os pequenos produtores e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), para facilitar o acesso dos agricultores aos mercados.
Acrescentou que, adicionalmente, o novo projecto financiado pelo Governo do Japão contempla a instalação de dois sistemas de purificação de água, com a finalidade de garantir às comunidades o acesso à água segura para o consumo humano.
A intervenção será, segundo o entrevistado, realizada em colaboração com uma empresa japonesa e beneficiar directamente duas mil e 600 pessoas nos municípios da Chibia e Capunda Cavilongo.
Através destes dois projectos, acrescentou, o PAM irá igualmente promover acções de comunicação, para incentivar mudanças positivas de comportamento nas áreas da nutrição, higiene e adaptação às alterações climáticas, com a previsão de alcançar perto de 40 mil pessoas.
O Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) é a maior agência humanitária a nível mundial. Tem a sua sede em Roma (Itália) e escritórios em mais de 80 países no mundo, com a inclusão de Angola.
Em Angola, o PAM desenvolve projectos para melhorar a segurança alimentar e nutricional, apoiar meios de subsistência sustentáveis e resilientes e assistência as comunidades vulneráveis, onde desde 2020, já beneficiou mais de 383 mil pessoas. EM/MS




