A Panoro Energy está a avaliar as oportunidades para entrar no sector do Petróleo e do Gás de Angola, incluindo potenciais áreas onshore, em função da atractividade dos incentivos fiscais.
Segundo o consultor sénior da Panoro, Tim O’Hanlon, a empresa considera que as condições fiscais favoráveis, a diversidade de recursos e a concorrência crescente criam um ponto de entrada aliciante.
Tim O’Hanlon afirmou que a Panoro está a avaliar activamente oportunidades nos segmentos onshore, offshore, de fronteira e de campos já explorados do país.
“Não vai demorar muito até estarmos em Angola. As condições governamentais e fiscais no país são muito favoráveis para que empresas como a nossa entrem no mercado neste momento, neste novo capítulo da História do petróleo e do gás em Angola, em que a concorrência está claramente a aumentar”, disse.
O interesse da Panoro surge num momento em que os operadores independentes estão a avançar na Bacia do Kwanza, passando da fase de licenciamento e avaliação do subsolo para a de perfuração, reabilitação e produção.
Várias empresas estão a seguir diferentes estratégias na Bacia, desde a reabilitação de campos antigos até ao teste de novos alvos de exploração.
A Afentra está a avançar para a fase de produção no Bloco KON-4, onde detém uma participação de 35 por cento na qualidade de operadora, tendo como objectivo iniciar a produção no antigo Campo de Quenguela Norte, em 2027.
A empresa está também a utilizar dados recentes do eFTG para identificar oportunidades adicionais de exploração em toda a sua licença de 1.387 km².
“Queremos aproveitar essa experiência e trabalhar com os nossos parceiros para reabrir e restabelecer a Bacia do Kwanza como um activo fundamental na Indústria Petrolífera angolana”, afirmou o CEO Paul McDade.
A entrada da Afentra baseia-se na experiência de McDade no Gabão e na República do Congo, tendo a empresa descrito a Bacia do Kwanza como uma bacia de hidrocarbonetos subdesenvolvida, mas comprovada.
A Bacia está também a oferecer a empresas independentes angolanas, como a Alfort Petroleum, uma via de menor custo para a exploração.
A empresa evoluiu de uma prestadora de serviços petrolíferos para uma operadora de exploração e produção e opera o poço KON-8 com uma participação de 50 por cento.
Agora está a se preparar para um poço de exploração, à medida que passa da avaliação do subsolo para a perfuração.
“Para uma empresa de serviços interessada na transição para a exploração e produção, a mudança para o sector Onshore faz todo o sentido em termos de logística e capital”, afirmou o director-geral da Alfort, Gianni Martins. &



