Luanda – Os representantes do Banco Mundial, UNICEF e parceiros multilaterais destacaram esta quarta-feira, em Luanda, os avanços de estabilização macroeconómica de Angola e evidenciaram o compromisso necessário para alavancar os indicadores sociais de longo prazo.
Luanda – Os representantes do Banco Mundial, UNICEF e parceiros multilaterais destacaram esta quarta-feira, em Luanda, os avanços de estabilização macroeconómica de Angola e evidenciaram o compromisso necessário para alavancar os indicadores sociais de longo prazo.
Ao intervir duarante uma mesa redonda subordinada ao tema “Angola, Banco Mundial, UNICEF e Parceiros multilaterais: Capital Humano e Desenvolvimento Sustentável”, à margem do Angola Economic Forum (AEF), que decorre na capital angolana de 22 a 25 do corrente mês, os participantes consideraram o ambiente actual favorável ao investimento no capital humano.
Na visão dos intervenientes, o cenário macroeconómico do país apresenta sinais positivos, com realce para a contenção da inflação, estabilização da taxa de câmbio e a tendência de recuperação do crescimento económico.
A propósito, os conferencistas apontaram a manutenção de indicadores socioeconómicos estáveis entre 2025 e 2026, destacando a variação homóloga do Produto Interno Bruto (PIB) fixada em 8,74% e a inflação em 8,78%.
Os peritos sublinharam que o actual quadro de estabilidade orçamental constitui o pilar fundamental para que o Executivo angolano possa aumentar o investimento produtivo na saúde, educação e protecção social.
Nesse particular, destacaram o papel do capital humano, a eficiência dos gastos públicos e o alinhamento de políticas sociais como factores determinantes para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Para o representante do Banco Mundial em Angola, Roland Yameogo, as reformas no ecossistema económico angolano têm permitido à instituição incrementar projectos no país, cujos resultados já são tangíveis.
“As últimas aprovações do Orçamento Geral do Estado (OGE) revelam que, apesar dos constrangimentos financeiros dos últimos anos, os recursos alocados aos sectores sociais continuam a registar uma trajectória ascendente”, sublinhou.
Por sua vez, o representante da UNICEF em Angola, Matheus Cummins, apontou a melhoria da nutrição e a inserção de mais crianças no sistema de ensino como os principais desafios do país, lembrando que “Angola é o quinto país africano com a maior taxa de natalidade”.
“Para além da alocação orçamental e do fornecimento de infra-estruturas ou meios materiais, é imperativo monitorizar o percurso dos beneficiários e compreender os factores operacionais e comportamentais que influenciam os resultados no terreno”, defendeu.
Já a especialista Áurea Mouzinho destacou os indicadores de impacto social, com foco na vacinação e na protecção à infância.
Segundo a conferencista, a eficácia do financiamento depende da capacidade de identificar as causas do abandono vacinal ou da não comparência às consultas, como a distância até aos postos de saúde, os custos de deslocação ou a qualidade do atendimento prestado.
Noutra perspectiva, o representante do Ministério da Saúde, Carlos Masseca, defendeu uma aposta contínua na qualificação dos quadros, argumentando que a tecnologia em saúde é bastante dinâmica, facto que dificulta o acompanhamento, a substituição dos meios e a formação dos técnicos.
O Angola Economic Forum, que decorre na capital angolana até sexta-feira (25), junta anualmente entidades governamentais, diplomatas, gestores do sector privado e analistas económicos para debater soluções e rumos para o crescimento sustentável da economia nacional. OPF/QCB




