A parceria entre Angola e o Brasil, no âmbito da cooperação Sul-Sul, constitui uma oportunidade soberana para reforçar o compromisso do Executivo angolano em transformar o sector agrícola num dos principais motores do crescimento económico, afirmou, ontem, em Luanda, o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos.
Ao proferir o discurso de abertura no Fórum do Agro-negócio Angola-Brasil, o governante considerou que as alianças bilaterais nos domínios da agricultura, pecuária e florestas devem contribuir activamente para a promoção do emprego, segurança alimentar, redução das importações e aumento das exportações. Para Isaac dos Anjos, a agricultura ocupa um lugar estratégico na agenda de diversificação económica do país, que oferece um ambiente altamente favorável ao investimento privado. Segundo o ministro, as vantagens competitivas nacionais permitem que os investidores aqui estabelecidos exportem uma parte significativa da sua produção, nos termos da legislação aplicável, salvaguardando sempre o abastecimento do mercado interno e o reforço da segurança alimentar. O governante sublinhou que Angola possui condições ideais para o sucesso destes projectos por ser o terceiro maior país da África Subsaariana, com uma superfície de 1.246.700 km² e uma costa marítima de 1.650 quilómetros, de Norte a Sul, banhada pelo oceano Atlântico. O país conta ainda com uma população estimada em 36 milhões de habitantes, da qual 62% tem menos de 24 anos, representando uma força de trabalho jovem e dinâmica. Resultados da cooperaçãoNo âmbito do agronegócio, Isaac dos Anjos informou que o Governo pretende estabelecer parcerias sólidas com o Brasil. Segundo o ministro, estes acordos serão assentes na transparência, segurança jurídica e transferência efectiva de tecnologia. A cooperação visa ainda a capacitação de quadros nacionais, a criação de emprego para a juventude, a valorização das comunidades locais e o progresso sustentável das cadeias de valor do sector. Estas parcerias, reforçou o ministro, deverão igualmente promover a integração dos pequenos produtores, assegurando a convivência harmoniosa entre a agricultura familiar e os grandes investimentos agrícolas. O objectivo é potenciar a inclusão produtiva, impulsionar o desenvolvimento das economias locais e mitigar a ocorrência de conflitos fundiários ou de movimentos como os chamados “Sem Terra”.




