Empresário angolano, Pedro Soco ocupa a presidência do Grupo Provest (Pro-Vest Holding) desde Dezembro de 2023, cargo que exerce a partir da Cidade do Cabo, na África do Sul, sem todavia descurar a teia de interesses que mantém em Angola.
Ao leme há dois anos e nove meses, o gestor tem sabido tecer, com engenho, uma estrutura empresarial que se estende por três sectores de crucial importância para a economia da região: energia, logística e gestão de capitais.
A Pro-Vest Holding apresenta-se como catalisadora do crescimento económico e social, através de actividades integradas — dizeres que, no seu caso, não são mero exercício de retórica publicitária, atendendo ao volume dos negócios que tem vindo a fechar.
Assenta o edifício empresarial de Pedro Soco em quatro pilares distintos, todos eles em pleno funcionamento: é vogal do conselho de administração da Quimenergy, S.A., desde Novembro de 2021, sociedade sediada em Luanda e vocacionada para o sector energético; integra ainda, a título eventual, o conselho de administração da Quimera Logistics, desde Dezembro de 2020, empresa que viria a revelar-se peça central do seu percurso mais recente; e é sócio da Pro-Vest Capital Management, também com sede na capital angolana, dedicada à consultoria de investimentos e a serviços financeiros, função que desempenha desde Outubro de 2020.
Foi precisamente através da Quimera Logistics que o empresário rubricou, no passado mês de Outubro, à margem da primeira edição do Angola Hub Transporte & Logística, aquele que classificou como “um marco muito importante”: o contrato de investimento com a Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande (SDBD), no valor de 173 milhões de dólares. Trata-se do projecto Dande Park One, empreendimento logístico de 425 hectares a erguer-se na Zona Franca da Barra do Dande, e que, segundo as suas próprias palavras, “era a peça que faltava” para dar corpo a um projecto iniciado há cerca de dois anos.
O impacto directo far-se-á sentir, calcula, sobre 12.500 pessoas, a que acresce um efeito indirecto de dimensão ainda maior. O acordo compreende, para além do contrato de investimento propriamente dito, um contrato-promessa de transmissão de direitos de superfície, ficando assim asseguradas as bases legal e operacional do empreendimento.
Não se ficam por aqui, contudo, as ambições do gestor. Encontra-se já em curso a expansão das suas actividades de logística e de comércio de minerais e hidrocarbonetos ao Zimbabwé, país onde mantém conversações com as respectivas autoridades, replicando o modelo posto em prática em Angola: o pré-financiamento oferecido a parceiros públicos, em troca de uma parte da produção futura.



