Angola participa, de hoje até quinta-feira, na cidade de Vigo, Reino de Espanha, na 27.ª Feira Internacional de Produtos do Mar Congelados (CONXEMAR 2026).
A comitiva angolana, chefiada pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen dos Santos, integra a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva, além de quadros do Governo, cientistas, técnicos e empresários do sector privado, soube o JAOnline através de uma nota.
De acordo com o documento citado pelo JAOnline, um dos pontos altos da missão será a participação, no dia 7, no Fórum de Negócios em Economia Azul, organizado pela SATEC em colaboração com a Embaixada de Angola em Espanha.
Considerada uma das três maiores feiras do sector na Europa, a CONXEMAR reúne operadores de dezenas de países e constitui um espaço privilegiado para o estabelecimento de parcerias, atracção de investimento estrangeiro e transferência de tecnologia.
A presença de Angola insere-se na estratégia de inserção económica internacional e da promoção do potencial exportador dos recursos marinhos nacionais.
Em edições anteriores, o país participou como orador em painéis da FAO e como expositor, com empresas como a Pescangola.
Nesta edição, a aposta centra-se na captação de investimentos para a Economia Azul, na modernização da indústria de conservação e transformação e no reforço do controlo de qualidade.
O certame é também uma oportunidade para fortalecer relações com grandes grupos que operam em Angola, como o Grupo Nueva Pescanova, referência no processamento e exportação de crustáceos e peixe de alto valor.
Indicadores de produção
Dados referem que o país (Angola) registou a produção de 725.613 toneladas de pescado, o que representou um aumento de 9,2 por cento em relação ao período homólogo.
Até ao terceiro trimestre do corrente ano, as embarcações licenciadas pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos já tinham ultrapassado a marca de 600 mil toneladas capturadas nos mares do país.O segmento da Aquicultura atingiu as 35.087 toneladas, superando amplamente as metas iniciais estabelecidas pela tutela.
O sector das Pescas mantém uma contribuição estável de 3,0 por cento no PIB na-cional, registando picos de crescimento pontuais que demonstram o seu papel na diversificação económica.
O Governo projecta elevar o seu impacto para cerca de 4,5 por cento nos próximos anos. A actividade gera mais de 150.000 empregos directos e suporta indirectamente cerca de meio milhão de postos de trabalho, assumindo relevância crítica na subsistência das comunidades litorais.
O Executivo angolano foca-se na atracção de investimento privado para substituir os cerca de 40 milhões de dólares gastos anualmente na importação de material de pesca por produção nacional.




