Malanje - O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou hoje, em Malanje, que a produção petrolífera e de gás no país continuam a desempenhar um papel decisivo na estabilização da macroeconomia nacional.
Malanje - O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou hoje, em Malanje, que a produção petrolífera e de gás no país continuam a desempenhar um papel decisivo na estabilização da macroeconomia nacional.
O governante, que falava na abertura do 13º Conselho Consultivo do seu pelouro, disse que o petróleo e gás continuam a atrair investimentos, financiar o desenvolvimento nacional e gerar novos empregos para os angolanos.
O responsável destacou que, no âmbito da distribuição e comercialização de derivados de petróleo e gás, os investimentos focaram-se na expansão e modernização da rede nacional de abastecimento, o que permitiu alargar a cobertura territorial e aproximar os serviços dos cidadãos.
Segundo disse, apesar dos desafios impostos pela maturidade dos campos petrolíferos, Angola manteve a produção nacional acima de um milhão de barris diários, cujo resultado deveu-se à entrada em operação de novos projectos, à optimização dos activos existentes e ao reforço das actividades de pesquisa e desenvolvimento.
Frisou que as prioridades do sector incidem na sustentabilidade da produção, reposição de reservas, monetização do gás natural e expansão da capacidade de refinação e armazenamento, a melhoria na distribuição de combustíveis, o fomento do conteúdo local e a resposta gradual aos desafios da transição energética.
Ministro realçou o reforço do fornecimento à Angola LNG, impulsionado pelo Novo Consórcio de Gás e pela entrada em funcionamento da Unidade de Distribuição de Gás do Soyo, Falcão 2, que assegurará igualmente o fornecimento à futura Fábrica de Fertilizantes do Soyo, consolidando as bases para o desenvolvimento de uma verdadeira indústria nacional do gás.
De acordo com Diamantino Azevedo, apesar da crescente competitividade global e do surgimento de novas fronteiras de exploração, Angola consolidou a confiança dos investidores e manteve as grandes multinacionais no país.
O governante sublinhou ainda o sucesso na atracção de novos operadores, como a Shell e a Petronas, o que viabilizou a expansão das actividades de exploração nas bacias do Baixo Congo, Kwanza e Namibe.
O ministro adiantou que, para preservar e reforçar a atractividade de Angola no investimento energético, o Executivo vai avançar com um novo Estudo de Competitividade do Sector Petrolífero.
Disse que a iniciativa surge quatro anos após o primeiro estudo, cujas recomendações estiveram na base de importantes reformas fiscais, contratuais e regulatórias e adoptará agora uma abordagem integrada de toda a cadeia de valor dos hidrocarbonetos, do upstream ao downstream.
Acrescentou que o novo estudo vai permitir responder aos novos desafios da indústria energética mundial e consolidar Angola como um dos destinos mais competitivos para o investimento em África.
No plano dos investimentos estruturantes, realçou a execução do Projecto Kaminho no Bloco 20/11, o primeiro desta natureza desenvolvido no offshore da Bacia do Kwanza, cujo projecto poderá elevar os níveis de produção nacional através do desenvolvimento dos campos Cameia e Golfinho, com entrada em produção prevista para 2028 e 2031, respetivamente.
Assinalou igualmente que a construção da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga (FPSO) teve início na China, enquanto a componente de construção local arrancou com o corte do primeiro aço no Estaleiro da Petromar, em Ambriz, província do Bengo.
Por sua vez, o vice-governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Duarte Ginga frisou que Malanje conta com um relevante potencial geológico-mineiro, que inclui diamantes, ouro, prata, manganês e berilo, além de reservas para construção civil.
Segundo o responsável, actualmente, já existem empresas licenciadas a explorar manganês no município de Pungo a Ndongo, brita e pó calcário na comuna do Lombe, mas a existência de áreas com elevado potencial abre portas para novos investimentos ao longo de toda a cadeia de valor dos minerais estratégicos.
No subsector dos derivados do petróleo, a província dispõe de 34 postos de abastecimento em funcionamento, embora persistam oportunidades para expandir a rede, sobretudo ao longo das estradas nacionais e nos municípios sem cobertura adequada.PBC



