O Plano Director do Cor redor do Lobito identifica 144 oportunidades de investimento avaliadas em mais de 12 mil milhões de dólares, revelou ontem, em Lusaka, o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, durante a II Reunião de Coordenação do Cor redor do Lobito.
Em representação do Presidente da República, João Lourenço, o ministro apresentou os avanços registados no projecto na concessão ferroviária, o desenvolvimento do Plano Director e a abertura do corredor para servir não apenas Angola, mas também os mercados da região.
O ministro apontou como prioridade a criação de condições para que o corredor ligue de forma mais eficiente os mercados da região ao Atlântico, através da melhoria das DR operações fronteiriças, integração dos sistemas de comércio externo e preparação de projectos capazes de atrair financiamento.
Entre as medidas apresenta das, disse, está o compromisso de trabalhar com a República Democrática do Congo (RDC) para que a fronteira Luau-Dilolo passe a funcionar como uma única paragem, reduzindo procedimentos e tempos associados à circulação de mercadorias
Angola, explicou, pretende, igualmente, tornar a Janela Única do Comércio Externo interoperável com os sistemas dos países vizinhos, de modo a facilitar a troca de informação e os processos de importação e exportação ao longo do corredor.
Segundo o titular dos Transportes outra prioridade passa pela conclusão do Plano Director e pela preparação de uma carteira de projectos considerados estruturantes e com condições para serem apresentados ao mercado e a potenciais financiadores.
“Subscrevemos as três priori dades propostas para os próximos 24 meses e o Roteiro Conjunto de Facilitação do Comércio”, sublinhou Ricardo d’Abreu, acrescentando que cada prioridade tenha um responsável, um prazo e um mecanismo de acompanhamento.
DE TRANSPORTE A DESENVOLVIMENTO
Ricardo d’Abreu frisou que a estratégia apresentada em Lusaka se enquadra no objectivo de transformar o corredor numa infra-estrutura de desenvolvimento económico, com impacto para além da actividade mineira.
“A orientação é passar de um corredor de transporte a um corredor de desenvolvimento económico”, afirmou o ministro.
Neste processo, o Executivo angolano considera que as infra-estruturas logísticas instaladas ao longo do eixo podem desempenhar um papel importante na diversificação das cargas e na ligação entre produtores e mercados.
Ricardo d’Abreu destacou, neste âmbito, a primeira fase da Plataforma Logística da Caála, no Huambo, equipada com 15 unidades frigoríficas e capacidade estática para conservar, em simultâneo, 100 toneladas de produtos agrícolas.
A infra-estrutura dispõe ainda de áreas destinadas à recepção e selecção de frutas e hortícolas, além de um sistema de produção de energia solar com baterias, concebido para garantir autonomia energética.
Para o ministro, a plataforma representa um exemplo de como equipamentos complementares podem aumentar a capacidade do Corredor do Lobito para movimentar produtos agrícolas e outras cargas.
“A Caála não é a maior obra do Corredor, mas é a demonstração clara do que Angola está a fazer, passo a passo, para o transformar num verdadeiro corredor de desenvolvimento”, referiu. &




