A população empregada com mais de 15 anos em Angola aumentou 6,4% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o período anterior, passando de 9.562.740 para as actuais 10.171.244 pessoas.
Os dados foram divulgados ontem, em Luanda, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).Os resultados do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA), apresentados pelo presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi,, revelam que o total de ocupados divide-se entre 5.226.598 homens e 4.944.646 mulheres.
No mesmo período, a taxa de emprego subiu de 42,3% para 44,2% da população em idade activa, registando um crescimento de 1,9 ponto percentual.Os indicadores demonstram ainda a forte presença da informalidade no mercado de trabalho nacional: 80,1% da população ocupada possui um emprego informal.
Desse universo, 63,6% actua em negócios privados e apenas 9,5% está inserido no sector público, seja na administração directa do Estado ou em empresas públicas.
Do ponto de vista da classificação do emprego por actividades económicas, verificou-se que 30,0% da população empregada esteve a trabalhar no sector do Comércio, seguida da Agricultura, Silvicultura e Pescas com 26,0%, Transportes e armazenamento com 6,0%, Administração Pública e Defesa com 5,3% e Construção com 4,9%.
O Inquérito do INE sobre emprego em Angola revela também que a taxa de emprego no sector informal foi estimada em 72,8%, sendo que 66,6% se referem a homens e 79,4% a mulheres.
População fora da força de trabalho
De acordo com os resultados do inquérito, a população fora da força de trabalho com 18 ou mais anos foi estimada em 7.511.449 pessoas, contra 7.916.023 do trimestre anterior, dos quais 3.319.651 são homens e 4.191.798 mulheres.
Já a percentagem da população fora da força de trabalho com 18 ou mais anos estão estimadas em 37,4 por cento a nível do país, contra 40,3 por cento do trimestre anterior, sendo mais elevada para mulheres (40,2%) do que para os homens (34,5%).
Taxa de desemprego sobe para 21,5 por cento
Os resultados do INE mostram ainda que a taxa de desemprego em Angola, entre as pessoas com 15 anos ou mais, fixou-se em 21,5 por cento no segundo trimestre, o que representa um aumento de 0,2 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre.
Joel Futi disse que o número da população desempregada no país está fixado em 2.790.821 pessoas, o que representa um aumento de 7,6 por cento em relação ao trimestre anterior.
Os númenos indicam que o desemprego representa maior concentração nos jovens dos 15 a 24 anos de idade, com uma taxa de desemprego de 40 por cento.
A outra face do mercado de trabalho, explicou, é constituída pela população fora da força de trabalho, que, no período em referência, foi estimada em 10.044.345 pessoas, uma redução de 3,9 por cento comparado ao trimestre anterior, o que corresponde a uma taxa de população fora da força do trabalho de 43,7%, contra 46,2% do primeiro trimestre.
Dentre as características principais da população fora da força de trabalho, estão destacadas duas, nomeadamente aqueles que não procuram emprego mas estavam disponíveis, bem como aqueles que não procuram emprego, não manifestam disponibilidade nem desejavam trabalhar.
“O primeiro grupo representa 51,7 % da população fora da força de trabalho, ao passo que o segundo representa 45,9% desta mesma população”, disse.
Segundo Joel Futi, uma parte da população fora da força de trabalho apresenta algum vínculo potencial no mercado, como as pessoas que procuram emprego mas não estão disponíveis para trabalhar, bem como pessoas livres mas que não procuram emprego.
Manuela Gomes, Winnie António e Yara Manuel




