Luanda — A população empregada em Angola atingiu 10 milhões 171 mil 244, no segundo trimestre deste ano, o que representa um aumento de 6,4% em comparação com o período anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Luanda — A população empregada em Angola atingiu 10 milhões 171 mil 244, no segundo trimestre deste ano, o que representa um aumento de 6,4% em comparação com o período anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi, do total da população angolana empregada, cinco milhões 226 mil 599 são homens e quatro milhões 944 mil 646 mulheres.
A taxa de emprego no país passou de 42,3%, no trimestre anterior, para 44,2%, com o meio urbano a registar 48,2%, contra 35,6% na área rural.
O presidente do Conselho de Administração do INE elucidou que 80,1% da população empregada em Angola exerce actividades no sector informal.
Os dados do INE apontam que o comércio, com 30%, absorveu a maior concentração da população empregada, seguido da agricultura, silvicultura e pesca com 26%, sector dos transportes e armazenagem com 6%, administração pública e defesa (5,3%) e construção com 4,9%.
O INE ressalta que 63,6% dos empregados exercem funções no sector privado não ligado à agricultura e 23,4% trabalham em explorações agrícolas, enquanto o sector público absorveu 9,5% da população ocupada.
No período em referência, a população desempregada foi estimada em 2 790 821 pessoas, contra 2 593 206 no trimestre anterior, representando um acréscimo de 7,6%.
A propósito, Joel Futi revelou que a escassez de oportunidades afecta particularmente os jovens na faixa etária dos 15 aos 24 anos.
O INE registou nesse período uma redução de 3,9% na população fora da força de trabalho, fixando-se em 10 milhões 44 mil e 345 cidadãos, enquanto a força de trabalho alargada inclui um potencial de mais de 5,2 milhões de pessoas.
Taxa de desemprego
A taxa de desemprego em Angola fixou-se em 21,5% no segundo trimestre de 2026, sendo a mais elevada entre as mulheres, com 23,3%, contra 19,8% entre os homens.
Segundo o INE, o desemprego continua elevado entre os jovens, atingindo 40,5% na faixa etária dos 15 aos 24 anos e 21,1% entre os 25 e os 34 anos, o que evidencia os desafios que persistem na inserção da população jovem no mercado de trabalho.
O INE indicou que, com base nos resultados do Censo de 2024 e nas suas estimativas, a população em idade activa (15 ou mais anos) foi estimada em mais de 23 milhões de pessoas.
Deste número, 12 milhões 962 mil e 65 constituem a força de trabalho disponível para a produção de bens e serviços no país.
A participação no mercado de trabalho fixou-se em 56,3%, registando um incremento de 2,6% em comparação com o trimestre homólogo. OPF/DC




