Lubango – O administrador comercial do Porto do Namibe, Domingos Delfim, realçou, esta quinta-feira, no Lubango, as vantagens do Corredor Sul para o comércio, redução dos custos logísticos e dinamização da actividade económica nas províncias abrangidas.
Lubango – O administrador comercial do Porto do Namibe, Domingos Delfim, realçou, esta quinta-feira, no Lubango, as vantagens do Corredor Sul para o comércio, redução dos custos logísticos e dinamização da actividade económica nas províncias abrangidas.
O responsável falava à ANGOP, no final da abordagem sobre os desafios e as oportunidades associados ao projecto, que ligará as províncias do Namibe, Huíla, Cuando e Cubango, no quadro da Expo-Huíla, que decorre até domingo.
Afirmou que, numa segunda fase, o projecto poderá beneficiar países encravados da região, com destaque para a Zâmbia e o Botswana, que poderão utilizar as infra-estruturas portuárias do Namibe para operações de importação e exportação.
Explicou que o corredor, através do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), permitirá melhorar a movimentação de mercadorias para as províncias do interior, como a Huíla, Namibe, Cuando, Cubango e Cunene, com impacto directo na actividade económica da região.
Considerou que a melhoria das condições de transporte poderá reduzir custos logísticos e facilitar a circulação de produtos, com benefícios para sectores como a agricultura e a pecuária.
“Um corredor vem sempre dinamizar a economia de uma região, na medida em que o aumento da circulação de cargas poderá contribuir para a criação de empregos e para a melhoria das condições económicas das famílias ao longo do corredor.
Sobre os países encravados, o administrador comercial referiu que estes poderão utilizar o Porto do Namibe para exportar e importar mercadorias, facto que poderá gerar receitas e contribuir para a entrada de divisas em Angola.
Referiu que a utilização do corredor poderá tornar os produtos mais competitivos nesses mercados, uma vez que a melhoria da logística tende a reduzir os custos associados ao transporte das mercadorias.
Domingos Delfim disse que o projecto se encontra numa fase inicial e que, há poucos dias, foram definidas as empresas responsáveis pela dinamização do corredor.
Sem precisar a data exacta para o início da operação nem o número de empresas seleccionadas para este fim, considerou que a concretização do projecto não deverá levar muito tempo, face aos passos já dados.
Sinalizou o potencial do corredor para a criação de oportunidades de emprego, sobretudo, para a juventude, através do aumento da actividade económica, da circulação de mercadorias e da arrecadação de receitas.
Afirmou que o Porto do Namibe continuará a participar em feiras económicas, como a Expo Huíla e outras iniciativas realizadas nas províncias do interior, com o objectivo de aproximar a infra-estrutura dos empresários.
“Queremos trazer uma mensagem aos nossos empresários, sobretudo, de que o Porto do Namibe está aqui e tem condições para servir o país e a região de forma rápida e eficiente”, disse.
A 33.ª edição da Expo-Huíla reúne empresas e empreendedores de diferentes sectores a funcionar como espaço de exposição, promoção de produtos, contactos comerciais e criação de parcerias.
O certame, que decorre no Lubango, no âmbito das festividades de Nossa Senhora do Monte, constitui uma das principais iniciativas de promoção empresarial da região Sul de Angola.
Nesta edição, a decorrer até domingo, estão a participar 600 expositores, mais cem em relação a passada, entre nacionais e estrangeiros, com realce para namíbianos, português e italianos. JT/ALH




