PR angolano propõe programa global de educação e cultura para a paz

O Presidente angolano, João Lourenço, propôs a criação de um Programa Global de Educação e Cultura para a Paz e Cidadania, a ser desenvolvido em parceria com a Aliança das Civilizações das Nações Unidas e a UNESCO.
A proposta foi apresentada recentemente, em Luanda, na sessão de abertura da Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, realizada sob o lema “Um Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado explicou que o programa deve compreender, entre outros pilares, o diálogo entre gerações, a estabilidade global sustentável e o respeito mútuo entre culturas.
João Lourenço afirmou que a estabilidade exige responsabilidade colectiva e a participação activa de todos os actores institucionais e sociais, incluindo as lideranças religiosas, os jovens e as mulheres, não apenas como beneficiários, mas como protagonistas na construção de soluções.
Para o estadista, a Cimeira constitui uma oportunidade para reforçar a solidariedade internacional, defender os princípios da Carta das Nações Unidas e assegurar o respeito pelas normas que regem as relações entre os Estados.
“Por essa razão, mais do que um espaço de debate, este encontro deve servir como plataforma de mobilização para soluções pacíficas, reforçando o papel do multilateralismo na prevenção da violência e na promoção da reconciliação entre as nações”, precisou.
O Presidente João Lourenço defendeu igualmente a necessidade urgente de união de esforços para se pôr termo aos conflitos armados que persistem em várias regiões do mundo, como no Leste da RDC, Sudão, Sahel, Somália, Ucrânia, Myanmar e Médio Oriente, incluindo a Palestina, o Líbano e o Golfo Pérsico.
João Lourenço apelou ainda ao combate sem tréguas ao terrorismo, ao mercenarismo e às mudanças políticas contrárias às normas do Direito Interno e do Direito Internacional.
O Chefe de Estado angolano entende que este é um momento que exige acção, privilegiando a diplomacia, a mediação e a prevenção como instrumentos essenciais para alcançar uma paz e estabilidade duradouras.
João Lourenço disse estar convicto de que a Cimeira contribuirá para mobilizar governos e instituições na promoção de soluções pacíficas para os desafios da actualidade, e para reforçar a voz da comunidade internacional em defesa da cooperação, do diálogo e do entendimento entre os povos.
Angola vai continuar a trabalhar com os parceiros internacionais na construção de um futuro mais seguro, mais justo e mais inclusivo para todos, segundo o Presidente da República.


