Os dados são do INE (Instituto Nacional de Estatística) e constam do Índice de Preços da Importação, hoje publicado. O documento aponta para uma ligeira descida de 1,8% dos preços dos produtos importados, em relação ao mês anterior (julho 2026). Esta redução mensal foi particularmente sentida nos bens de consumo, cujos preços caíram 3,3%, influenciados sobretudo pela diminuição de 5,1% nos produtos alimentares transformados. Nos bens intermédios, a descida foi ainda mais expressiva, de 8,2%, com destaque para os produtos transformados destinados à construção, que ficaram 13,6% mais baratos. Nem todas as categorias, contudo, acompanharam esta tendência. Os bens de capital registaram uma subida de 2,4%, impulsionada sobretudo pelas máquinas, cujos preços aumentaram 3,9%. Os combustíveis também ficaram mais caros, com uma subida mensal de 0,5%. A comparação com agosto de 2025 mostra, porém, que a pressão sobre o custo das importações permanece elevada. Em termos homólogos, os preços dos produtos importados aumentaram 19,8%, enquanto os índices Subjacente e Volátil cresceram 20,7% e 17,5%, respetivamente. Do lado das exportações, os preços diminuíram 2,6% em agosto face a julho, com o respetivo índice a situar-se em 144,4 pontos. Em comparação com agosto do ano passado, a redução foi de 3,5%. Ainda assim, a descida registada em agosto não apaga a tendência de fundo: face ao mesmo período do ano passado, importar continua significativamente mais caro. Num país fortemente dependente das importações, esta evolução acaba por se refletir nos preços pagos pelos consumidores e ajuda a explicar a pressão persistente sobre o custo de vida e o poder de compra das famílias cabo-verdianas.
Preços dos produtos importados descem em agosto, mas continuam 19,8% acima de há um ano em Cabo Verde
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