Os cafeicultores da província do Cuanza-Norte pretendem consolidar uma actividade mais competitiva e obter melhores rendimentos com a actual safra do bago vermelho.
A aproximação estratégica entre produtores, processadores, comerciantes, transportadores e exportadores é apontada como um passo decisivo para impulsionar a produtividade regional. O fortalecimento destas alianças ao longo da cadeia de valor esteve no centro de um encontro sectorial, que visou promover parcerias sólidas entre as cooperativas agrícolas, as unidades de processamento industrial e os operadores de logística e exportação. O grande objectivo passa por melhorar a qualidade do grão e elevar a renda das famílias produtoras, num mo-mento em que Angola procura recuperar a sua posição histórica no mercado internacional do café. Aumentar a produçãoSegundo o responsável do projecto MUKAFE no Cuanza-Norte, Miguel Jorge Caxino, a iniciativa surge numa altura em que Angola procura aumentar a produção e melhorar a capacidade de transformação e comercialização do café. Dados divulgados pelo Instituto Nacional do Café (INCA) indicam uma previsão de mais de oito mil toneladas de café comercial para 2025, contra cerca de seis mil toneladas no ano anterior. O Cuanza-Norte foi apontado como a principal região produtora do país, à frente do Uíge e do Cuanza-Sul. Durante o encontro, foram analisados aspectos relacionados com os custos de produção e comercialização por hectare, densidade de plantação, produtividade por planta e por área, formação do preço, técnicas de produção, colheita, processamento, secagem, armazenamento e controlo da humidade do café.




