Angola concretizou, em 2025, 88 por cento dos 14,6 mil milhões que projectou mobilizar em financiamento via Orçamento Geral do Estado para projectos de investimento em infra-estruturas.
Este indicador, na visão do director da Unidade de Negócios de Infra-estruturas da Imbono, Júlio Oliveira, mostra existir capacidade de atracção de investimentos, o que deve também ser acompanhado pela dinâmica de execução.
Na cimeira “Angola Hub Transporte e Logística Summit”, realizada em Luanda, nos dias 28 a 30 de Setembro, pelo Ministério dos Transportes, Júlio Oliveira entende que, apesar de existir défice no valor previsto, os números mostram que a implementação dos projectos de infra-estrutura estão aquém da disponibilidade de capital.
Conforme detalhou, no quarto trimestre do ano passado, a execução do Programa de Investimento Público (PIP) situou-se em cerca de 40 por cento da dotação anual autorizada, que para o profissional demonstra a existência de dificuldades na transformação dos recursos disponíveis em projectos executados.
O director da Unidade de Negócios de Infra-estruturas da Imbono defendeu, por isso, a necessidade de maior atenção à fase de preparação dos investimentos, como a realização dos estudos de viabilidade técnica e financeira, bem como a avaliação dos impactos ambientais e sociais.
Segundo Júlio Oliveira, a capacidade de estruturar bem os projectos antes da sua execução é determinante para garantir que os mesmos sejam financiáveis e possam avançar dentro dos prazos previstos. Acrescentou que as empresas envolvidas na implementação das infra-estruturas devem também possuir capacidade técnica e financeira para gerir os riscos associados aos projectos e ao contexto económico nacional.




