Lonhe – Quatro mil toneladas de grãos, entre milho, feijão e soja, foram produzidas na campanha agrícola 2025/2026, pela Fazenda Kambondo, no município do Lonhe, província do Cuanza-Sul.
Lonhe – Quatro mil toneladas de grãos, entre milho, feijão e soja, foram produzidas na campanha agrícola 2025/2026, pela Fazenda Kambondo, no município do Lonhe, província do Cuanza-Sul.
O facto foi dado a conhecer, esta segunda-feira, à ANGOP, director-geral da unidade de produção, Gerson Lopes, que faliu, também, da produção de 400 toneladas de sementes de cereais.
Para a campanha agrícola 2026/2027, disse, a aposta recai para o aumento da produção de sementes e de grãos, já em curso a preparação e plantação de novas áreas destinadas às culturas de milho, soja e feijão.
Explicou que a fazenda ocupa mil 500 hectares dos oito mil disponíveis, com a previsão de expandir a área cultivada para mais de dois mil hectares nos próximos dois anos, com o objectivo de triplicar a capacidade produtiva.
Disse que a fazenda comercializa os seus produtos apenas no mercado nacional, por considerar necessário consolidar primeiro a presença em Angola, apesar de já ter recebido propostas para exportação.
“Temos recebido propostas para exportar, mas a nossa prioridade é consolidar o mercado nacional e garantir o abastecimento interno”, afirmou.
Sobre os desafios do sector, apontou a concorrência das importações, sobretudo, do milho, como um dos factores que pressionam os preços e dificultam o escoamento da produção nacional.
Disse que, para além da produção de cereais, a fazenda está a testar novas culturas e mantém actividades de pecuária, numa altura em que a produção de café se encontra em fase piloto, numa área de 20 hectares, com perspectiva de expansão no futuro.
Na área pecuária, a fazenda possui dois mil suínos, distribuídos por pocilgas convencionais e orgânicas, enquanto o efectivo bovino ronda as 500 cabeças, neste ano, registou aproximadamente 70 nascimentos de bovinos.
Investimentos
Gerson Lopes disse houve investimentos realizados nos últimos anos em equipamentos e infra-estruturas, com realce para a electrificação da fazenda.
Segundo o responsável, a entrada da energia eléctrica permitiu reduzir 65 por cento o consumo de gasóleo e em 70 por cento os custos de manutenção dos geradores, o que contribuiu para o aumento da eficiência operacional e a redução dos custos de produção.
O projecto conta com o apoio do Banco BIC, que financiou a componente agrícola, enquanto o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) apoiou o projecto de electrificação.
No domínio da transformação, a propriedade dispõe de uma moagem para produção de fuba, uma fábrica de óleo de soja 100 por cento natural, uma unidade de beneficamente de sementes e uma fábrica de ração destinada a apoiar a actividade pecuária.
O director-geral explicou que a moagem ainda não consegue responder à procura nacional, razão pela qual a fazenda comercializa parte da produção, através de parceiros.
Com a electrificação em curso e a entrada em exploração de novas áreas, a Fazenda prevê triplicar a sua capacidade produtiva nos próximos dois anos, contribuir para o abastecimento do mercado interno.
Infra-estruturas e emprego
A Fazenda kambondo é uma propriedade 100 por cento angolana, pertencente a investidores nacionais, com uma área de oito mil hectares.
Está localizada a de 28 quilómetros da cidade da Quibala, na comuna do Cariango, município do Lonhe, província do Cuanza-Sul, no quadro da nova Divisão Político-Administrativa do país.
Actualmente, são irrigados 760 hectares através de pivots, destinados à produção de sementes certificadas de milho, soja e feijão, bem como de grãos.
A fazenda emprega 230 trabalhadores directos e 60 indirectos, 98 por cento dos postos ocupados por cidadãos nacionais.
Entre as infra-estruturas, destaca-se um complexo de silos com capacidade para armazenar três mil e 500 toneladas de grãos, um secador com capacidade aproximada de 200 toneladas por dia e uma unidade de beneficamente de sementes.
Desafios ambientais e responsabilidade social
Entre os principais desafios, Gerson Lopes apontou a degradação dos solos provocada pelas queimadas sucessivas, a erosão resultante das chuvas torrenciais e o desaparecimento gradual da cobertura vegetal, com consequências para a flora e a fauna.
No âmbito social, conta com uma escola do ensino primário, localizada a dois quilómetros da propriedade, que atende 150 alunos.SN/FF/ALH




