Reafirmado compromisso em fomentar projectos azuis

A participação dos Estados-membros na apresentação do projecto azul com potencial de financiamento, identificando soluções capazes de mobilizar investimento, gerar emprego, reduzir perdas pós-captura, impulsionar o comércio intra-africano e fortalecer a cooperação Sul triangular foi destacada, quarta-feira, pelo secretário de Estado para as pescas e Recursos Marinhos.
Álvaro Cunha expressou essa prioridade na abertura da 3.ª Conferência de Alto Nível sobre a Economia Azul em África, sob o lema “ Da Estratégia à Acção, Liderança Política para a Transformação da Economia Azul em África". Álvaro Cunha afirmou que a conexão da União Africana com a Economia Azul vai permitir que os ecossistemas estejam protegidos e que promovam segurança alimentar, gerem emprego digno, valorizem a ciência e fortaleçam a soberania dos estados sobre os seus recursos aquáticos. “O mar faz parte da identidade angolana. As nossas comunidades costeiras, os pescadores, a nossa biodiversidade marinha, os portos, a aquicultura, os nossos rios e zonas húmidas constituem activos estratégicos para o desenvolvimento nacional. Por isso, Angola assume, nesta semana, o papel do país anfitrião e de voz activa da Agenda Azul Continental”, disse. De acordo com o secretário de Estado, a Agenda Azul Continental está firmemente alinhada com os instrumentos continentais e multilaterais que orientam a governação dos oceanos e das águas interiores. Acrescentou que a Estratégia da União Africana para a Economia Azul está na Agenda 2063, com a Carta de Lomé, e a Convenção de Abidjan. Entretanto, disse que a co-organização desta conferência com a Comissão da União Africana e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento traduz a natureza colectiva deste compromisso. Álvaro Cunha sublinhou que nenhum Estado, isoladamente, poderá responder à escala dos desafios ligados à pesca ilegal, à poluição marinha, à degradação dos ecossistemas, à escassez de dados, ao financiamento insuficiente ou à vulnerabilidade das comunidades costeiras. Álvaro Cunha ressaltou que a Declaração de Luanda deve ser entendida como o instrumento político central da África Blue Economy Week (ABEW) 2026, que orienta compromissos operacionais claros, incluindo a internalização acelerada da Estratégia da Economia Azul Africana. Para o dia de amanhã, segundo dia do evento, serão realizados debates ministeriais onde vão ser reconhecidos jovens e mulheres inovadoras que demonstram que a Economia Azul de África também se constrói com talento, empreendedorismo e inclusão.


