Luena – A necessidade de reforçar as infra-estruturas rodoviárias e logísticas foi defendida, esta sexta-feira, no Luena, durante uma consulta pública sobre o Plano Director do Corredor do Lobito (PDCL).
Luena – A necessidade de reforçar as infra-estruturas rodoviárias e logísticas foi defendida, esta sexta-feira, no Luena, durante uma consulta pública sobre o Plano Director do Corredor do Lobito (PDCL).
Os participantes consideram as infra-estruturas como condição para impulsionar a produção agrícola e o intercâmbio comercial nas províncias abrangidas pelo projecto.
A posição foi manifestada durante uma consulta pública realizada pelo consórcio IDOM e Globaltec sobre o Plano Director do Corredor do Lobito (PDCL), que decorre nas províncias de Benguela, Huambo, Bié, Moxico e Moxico Leste, no âmbito do programa do Governo de Angola Diversifica Mais.
Para o empreendedor João Muzwezwe, a construção de infraestruturas logísticas e a melhoria das vias de comunicação são fundamentais para a diversificação da economia ao longo do corredor e do país, em geral.
Outro cidadão, Fernando Sacamiji, igualmente empreendedor, solicitou a integração de acções de capacitação técnica e profissional da juventude no PDCL para responder aos desafios do desenvolvimento da região.
Referiu que a província do Moxico carece de instituições técnicas, vocacionadas em logística e transporte, produção agrícola e gestão hoteleira.
Já o munícipe Alberto Mundundo defendeu a criação de políticas de integração económicas da região, para a redução das desigualdades sociais.
Pela Globaltec, o Consultor Borges Lopes, disse que o PDCL a ser feito pode fortalecer as cadeias não petrolíferas, dinamizar economias locais e atrair investimentos privado ao longo Corredor do Lobito.
Disse que o documento prevê a implementação de 140 projectos em sectores estratégicos, alinhados às políticas de desenvolvimento nacional.
Entre os outros em carteira, acrescentou que o documento apresenta várias acções, com destaque à construção de infraestruturas de ensino, vias de comunicação, turismo, logística e transporte, que deverão estar disponíveis para financiamento.
A consulta pública realizada no Luena permitiu apresentar o relatório preliminar da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) realizada ao longo do corredor do Lobito.
O Corredor do Lobito é a rota ferroviária mais curta e directa para exportar minerais e produtos agrícolas da região para mercados globais via Oceano Atlântico, sendo um pilar crucial para a diversificação económica de Angola, e a resiliência das cadeias de abastecimento, conectando o Atlântico ao Índico.
A região assume uma função relevante como porta de entrada e saída de importações, consolidando o corredor como um catalisador do crescimento económico nacional e regional, por meio da ligação do Lobito ao Luau em Angola, e do oceano atlântico à República Democrática do Congo (RDC) e a Zambia.
Em Angola o corredor do Lobito integra as províncias de Benguela, Huambo, Bié, Moxico e Moxico e Leste. JV/LTY/YD




