Angola participou , na última sexta-feira, no Conclave Ministerial do Projecto de Capital Humano 2026, em Banguecoque, na Tailândia.
O evento decorreu à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), com a delegação angolana a ser liderada pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga.
O encontro centrou-se no papel do capital privado no desenvolvimento de competências profissionais na era da Inteligência Artificial (IA).
Os participantes analisaram políticas públicas e mecanismos de financiamento capazes de ampliar o acesso ao ensino técnico e adequar os sistemas de ensino às exigências tecnológicas do mercado de trabalho.
Neste sentido, os governantes e especialistas defenderam a urgência de estruturar Parcerias Público-Privadas (PPP) estáveis, que permitam não só a partilha de custos na construção de laboratórios modernos, mas também a redução da dependência exclusiva dos orçamentos gerais dos Estados, garantindo um fluxo contínuo de investimento na formação profissional.
O debate incidiu também sobre o potencial da Inteligência Artificial (IA) para acelerar a aprendizagem e apoiar a qualificação da mão de obra em larga escala.
Os delegados sublinharam que a integração de plataformas educativas baseadas em Inteligência Artificial permite criar tutores virtuais interactivos, disponíveis 24 horas por dia.
Estas ferramentas digitais ajudam a contornar a escassez física de formadores qualificados em regiões isoladas, democratizando o acesso ao conhecimento técnico de ponta e encurtando o tempo necessário para que um profissional esteja pronto para o mercado.
Alinhado ao Plano de Implementação “Skill Up 2030” do Grupo Banco Mundial, o conclave abordou a mobilização de investimento privado para complementar os fundos públicos destinados à educação.
Os delegados internacionais defenderam que este modelo misto de financiamento é crucial para aliviar a pressão fiscal sobre os orçamentos gerais dos Estados, especialmente em economias em desenvolvimento.
A estratégia prevê a criação de incentivos fiscais e garantias soberanas para atrair grandes empresas e fundos de investimento para a modernização das infra-estruturas escolares e centros de excelência técnica.
A participação de Angola reforça a cooperação com parceiros globais na busca de soluções sustentáveis para valorizar o investimento nas pessoas e preparar os cidadãos para as transformações económicas globais.




