A secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, apontou o aumento e a valorização da produção nacional, a transformação da matéria-prima e a melhoria dos canais de comercialização, como caminhos para impulsionar o desenvolvimento económico e a criação de empregos em Angola.
Augusta Fortes falava, ontem, em Luanda, na abertura da Feira, realizada no âmbito da celebração do dia 17 de Setembro, Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional.
Sob o lema “Produzir, Transformar e Comercializar para Desenvolver Angola”, a secretária de Estado garantiu que o encontro serviu para promover a produção nacional, reforçando a importância da transformação e comercialização dos produtos locais.
Na ocasião, Augusta Fortes defendeu a necessidade de se transformar o potencial produtivo do país em produção nacional como maior capacidade de gerar valor acrescentado.
Para Augusta Fortes, a agricultura deve ser encarada, não apenas como uma actividade de produção, mas como oportunidade para gerar emprego e rendimentos, dinamizar a indústria, criando novas oportunidades de negócio e desenvolvimento económico do país.
E para que a cadeia de valor do sector Agrícola seja optimizada, defendeu, é importante passar pela melhoria dos canais de comercialização e a criação de condições para facilitar o escoamento da produção nacional em zonas agrícolas para os mercados, bem como promover uma cultura de valorização e consumo dos produtos nacionais.
Para a responsável, a abordagem íntegra da agricultura permite ligar o produtor às cooperativas, à indústria, às pequenas e médias empresas, aos grossistas, retalhistas, distribuidores e consumidores.
“Precisamos de garantir que aquilo que produzimos possa ser transformado, comercializado e consumido por todos nós”, explicou.
Fortalecer a economia
Aos produtores, Augusta Fortes apelou a uma maior “união produtiva”, para promover o fortalecimento da economia nacional.
"Estamos a valorizar o trabalho do agricultor, a apoiar a indústria, a estimular o comércio e a contribuir para a criação de empresas e rendimento dentro do nosso país”, salientou.
A governante destacou, igualmente, a importância do envolvimento conjunto do Estado, produtores, cooperativas, industriais e outros actores económicos, a fim de ultrapassar os desafios relacionados com o aumento da produção e da capacidade de transformação nacional.
Nas celebrações do 17 de Setembro, Augusta Fortes sublinhou a importância de preservar o legado histórico nacional por meio do trabalho e da participação activa das novas gerações na construção do país.
Exposição focada nos produtos Made in Angola
A feira reúne, durante dois dias, cinco empresas ligadas ao sector alimentar, 15 de diversos sectores, exposição de fotografias da vida e obra do primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto.
Entre os expositores, está Manuel Francisco da Future Group, que apresenta, na feira, as principais marcas de bebidas não alcoólicas, a Yala e a Natureza Azul, fabricadas na região de Cacuaco, perto do Rio Kifangondo.
O responsável pela área de Marketing, da Future Group, revelou que a empresa produz, diariamente, mais de 200 mil litros de diferentes produtos, entre refrigerantes, água e bebidas energéticas.
Por sua vez, João José, expositor da empresa Unique Beverages, apresenta bebidas alcoólicas que são comercializadas nos mercados formais e informais.
Segundo o responsável, a Unique Beverages já desenvolveu iniciativas comerciais em alguns mercados estrangeiros, com destaque para países da região,como a República Democrática do Congo, Zimbabwe e Namíbia.




