Soyo - O secretário de Estado para a Gestão de Espaços e Recursos Marinhos, Álvaro dos Santos, defendeu, esta terça-feira, no Soyo, Zaire, maior acesso das mulheres marítimas, portuárias e das comunidades pesqueiras à formação, financiamento e tecnologia, para o seu empoderamento na economia azul.
Soyo - O secretário de Estado para a Gestão de Espaços e Recursos Marinhos, Álvaro dos Santos, defendeu, esta terça-feira, no Soyo, Zaire, maior acesso das mulheres marítimas, portuárias e das comunidades pesqueiras à formação, financiamento e tecnologia, para o seu empoderamento na economia azul.
O responsável falava na cerimónia de abertura de um encontro da Associação das Mulheres dos Mares, Portos, Plataformas Logísticas e Actividades Afins (AMMPPLOP) da CPLP, que decorre na cidade do Soyo.
Álvaro dos Santos defendeu, também, maior participação das mulheres nos órgãos de tomada de decisão e reconheceu o seu contributo nas pescas, comunidades piscatórias, conservação, transformação e comercialização do pescado, actividades portuárias e logísticas, inovação e preservação do conhecimento.
Disse que a sensibilização, capacitação e o empoderamento das mulheres marítimas, portuárias e das comunidades pesqueiras constituem o foco do encontro.
O secretário de Estado considerou indispensável a conservação dos ecossistemas marinhos para o desenvolvimento da economia azul, o aumento sustentável da produção e a melhoria das condições de vida das comunidades costeiras, com destaque para mulheres e jovens.
Neste contexto, destacou a componente ambiental do programa, que prevê a limpeza das zonas costeiras e a plantação de mangais, com o envolvimento de mulheres, jovens, comunidades locais, instituições e parceiros.
“O desenvolvimento da economia azul começa pela forma como cuidamos o território e os ecossistemas que sustentam a vida das nossas comunidades”, afirmou.
Sublinhou que os mangais constituem importantes áreas de reprodução e abrigo de espécies aquáticas e contribuem para a resiliência das comunidades costeiras.
Álvaro dos Santos salientou ainda a importância do ordenamento do espaço marinho, tendo em conta a coexistência de actividades como a pesca artesanal e industrial, transporte marítimo, operações portuárias, exploração de hidrocarbonetos, turismo e conservação da natureza.
Considerou o Soyo um exemplo dessa convivência e defendeu o ordenamento como instrumento para prevenir conflitos, proteger zonas sensíveis e assegurar que o crescimento da economia do mar se faça sem prejudicar os ecossistemas nem as comunidades costeiras.
Sobre a gestão dos recursos biológicos e aquáticos, defendeu decisões baseadas no conhecimento científico, cumprimento dos períodos de defeso, respeito pelos limites de captura, reforço da fiscalização e combate à pesca ilegal e não declarada.
O responsável afirmou, por outro lado, que o Ministério das Pescas e dos Recursos Marinhos defende uma gestão participativa, na qual as comunidades costeiras, em particular as mulheres, sejam parceiras activas na monitorização, protecção e utilização responsável dos recursos marinhos.
O encontro da AMMPPLOP reuniu mulheres ligadas à pesca e a outras actividades dos mares, portos, plataformas logísticas e sectores afins dos países da CPLP.
Durante a actividade foram abordados temas relacionados com as alterações climáticas, conservação dos ecossistemas marinhos, sustentabilidade e o papel das mulheres no desenvolvimento da economia azul.
Foi igualmente apresentado o Projecto de Educação Ambiental Marinha para as Mulheres Peixeiras e Pescadoras de Angola (PEAMPPA).
No final dos trabalhos, realizou-se uma acção ambiental com a plantação de mangais numa área de conservação junto ao Canal Cadal, no município do Soyo. PMV/JL




