Luanda - Angola conta com uma produção de energia eléctrica de 6.400 megawatts (MW), dos quais cerca de 70 por cento provém de fontes limpas e renováveis, destacou esta sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos.
Luanda - Angola conta com uma produção de energia eléctrica de 6.400 megawatts (MW), dos quais cerca de 70 por cento provém de fontes limpas e renováveis, destacou esta sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos.
Ao intervir no 4.ª Fórum Energia e Ambiente, o dirigente apontou os progressos alcançados na expansão das infra-estruturas de produção, transporte e distribuição, bem como no processo de interligação do Sistema Eléctrico Nacional com os países da região da África Austral.
Arlindo Carlos explicou que o novo quadro legislativo do sector confere maior eficiência, transparência e sustentabilidade, além de criar as bases para a abertura progressiva do mercado ao capital privado e viabilizar relações comerciais directas entre produtores, comercializadores e grandes consumidores.
Segundo o secretário de Estado, entre as principais inovações do modelo em curso, destaca-se a separação funcional entre o operador do mercado e do sistema, garantindo que o Estado mantenha a sua actuação na definição de políticas públicas, planeamento e regulação.
No domínio das Parcerias Público-Privadas (PPP), considerou a cooperação com o sector privado fundamental para mobilização de capital, transferência de tecnologia, inovação e aceleração da execução de projectos energéticos no país.
Porém, apesar dos avanços registados, o responsável apontou o aumento da capacidade de distribuição, reforço da rede de transporte, expansão do acesso à electricidade às populações e a melhoria da eficiência comercial como os principais desafios a superar para assegurar a sustentabilidade do sistema.
Sob o lema “A reforma do sector eléctrico e as Parcerias Público-Privadas”, o evento, promovido pelo Jornal Expansão, debateu a aplicação da Lei Geral de Electricidade, aprovada em 2025, reunião que juntou responsáveis governamentais, empresários do sector, investidores, quadros do domínio financeiro e especialistas da indústria energética. OPF/QCB




