Luanda – O secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, realçou, esta segunda-feira, em Luanda, o papel de Angola na promoção da boa governação da água e na procura de soluções sustentáveis para os desafios hídricos a nível nacional.
Luanda – O secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, realçou, esta segunda-feira, em Luanda, o papel de Angola na promoção da boa governação da água e na procura de soluções sustentáveis para os desafios hídricos a nível nacional.
O responsável falava na sessão de lançamento oficial da 4ª edição da Bienal de Luanda 2026, Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que vai decorrer nos dias 22 e 23 de Outubro de 2026, sob o lema central “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.
O também porta-voz da Bienal de Luanda 2026, destacou durante o acto a importância da cooperação ao nível das políticas públicas e da participação das comunidades na gestão dos recursos hídricos no continente, ao considerar ser um elemento fundamental para a prevenção de conflitos.
Segundo Nuno Caldas Albino, a realização da 4ª Bienal constitui igualmente uma oportunidade para apresentar os esforços desenvolvidos por Angola no domínio da governação da água, particularmente num contexto de desafios climáticos e sociais que afectam diferentes regiões do país e do continente.
Sobre a experiência nacional, sublinhou que Angola tem vindo a desenvolver iniciativas destinadas a responder aos efeitos da seca e a reforçar a resiliência das comunidades, através de investimentos em infra-estruturas e de políticas públicas integradas.
Entre os projectos em destaque no âmbito do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola estão o Canal do Cafu, bem como as barragens do Ndúe e Calucuve.
O Canal do Cafu, localizado na província do Cunene, possui 165 quilómetros e integra o programa destinado a combater os efeitos da seca no Sul de Angola, que contribui para melhorar o acesso das populações à água e apoiar as actividades das comunidades.
A experiência angolana, segundo o responsável, demonstra a importância da conjugação entre políticas públicas, investimentos em infra-estruturas, resiliência, cooperação internacional e participação comunitária na gestão dos recursos hídricos, factos que serão apresentados durante o evento.
Nuno Caldas Albino considerou que a governação da água deve ser encarada numa perspectiva ampla, enquanto instrumento de desenvolvimento, estabilidade social e prevenção de conflitos, sobretudo perante os crescentes desafios impostos pelas alterações climáticas.
A primeira edição da Bienal de Luanda, Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, realizou-se de 18 a 22 de Setembro de 2019, em Luanda, tendo promovido valores africanos, direitos humanos, diversidade cultural, rejeição da violência e construção de sociedades democráticas.
A segunda edição decorreu de 27 de Novembro a 2 de Dezembro de 2021, sob o tema da União Africana para 2021, “Artes, Cultura e Património: Alavancas para Construir a África que Desejamos”, com actividades presenciais e digitais.
A terceira edição realizou-se de 22 a 24 de Novembro de 2023, sob o tema “A educação, a cultura da paz e a cidadania africana como instrumentos para o desenvolvimento sustentável do continente”, reunindo quase 800 participantes.ANM/CS




