O sector Mineiro angolano registou um crescimento de 62,08 por cento na taxa de empregabilidade entre 2021 e 2025.
Dados indicam que, até finais do ano passado, estavam empregados 45.317 trabalhadores, a despeito dos 28.135 de 2021.
A informação foi partilhada com o Jornal de Angola pelo vice-presidente da Câmara de Minas de Angola.
José Sumbula apresentou os dados à margem da abertura do programa executivo CAMINAS, que Luanda acolhe desde terça-feira até amanhã.
O evento, em parceria com a Bumbar Mining, consiste em sessões de capacitação com titulares de direitos mineiros, empresários e técnicos com o objectivo de transformar activos mineiros em projectos estruturados, financiáveis e competitivos.
De acordo com o responsável, a Câmara de Minas de Angola (CAMINAS) conta com cinco empresas já com adesão formalizada e outras com processos em curso.
“O quadro estatístico da Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), actualizado em Junho deste ano, regista 492 direitos mineiros, distribuídos em 274 de prospecção e 218 de exploração”, disse.
José Sumbula destacou, ainda, que os direitos mineiros não correspondem necessariamente ao mesmo número de projectos. Um projecto pode envolver mais de um título e a existência de um título não significa que a operação esteja efectivamente activa.
Em Outubro de 2025, indicou, o Executivo angolano informou que estavam identificadas cerca de 100 concessões mineiras inoperantes, submetidas à avaliação para reactivação, reestruturação ou eventual retirada dos respectivos direitos.
José Sumbula lembrou que o total de 492 representa o stock de direitos registados em Junho de 2026 e não o número de licenças emitidas.
Investimentos
Como referência parcial, somente no subsector do ouro, existem 49 projectos de prospecção e quatro em produção, com investimentos superiores a 120 milhões de dólares.
Em 2025, a comercialização de 17,7 milhões de quilates de diamantes gerou, aproximadamente, 1,79 mil milhões de dólares.
“Este é um indicador do subsector diamantífero e não a facturação consolidada de toda a indústria mineira. Por razões de rigor, a CAMINAS considera fundamental distinguir títulos concedidos, projectos efectivamente operacionais, investimentos comprometidos, investimentos executados, facturação empresarial e receitas de exportação”, detalhou.




