O Sindicato dos Professores (SINPROF) reafirmou a realização da greve prevista para segunda-feira, 21 de Setembro, e acusou o Governo angolano de procurar criar uma percepção de que os problemas levantados pelos professores estariam ultrapassados.
Em comunicado, o SINPROF esclareceu que, na reunião realizada na Quarta-feira, ficou apenas indicada a possibilidade de um novo encontro com o Governo, condicionado às consultas que o sindicato deveria realizar junto da sua base alargada.
Segundo a organização sindical, na Sexta-feira, 18 de Setembro, a presidente do SINPROF comunicou ao secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar e Primário do Ministério da Educação, Pacheco Francisco, um conjunto de exigências e a indisponibilidade do sindicato para participar no encontro marcado para sábado.
O sindicato afirma igualmente desconhecer qualquer acta que pudesse determinar o cancelamento da greve e considera que qualquer tentativa de apresentar publicamente uma posição diferente da sua não corresponde à realidade.
Na mesma nota, o SINPROF acusa o Governo de pretender utilizar o encontro de Sábado para criar, segundo a organização, uma imagem de normalidade nas relações com os professores e de que os problemas existentes estariam resolvidos.
O sindicato sustenta ainda que, desde Fevereiro, tem denunciado alegadas violações ao Acordo celebrado com o Governo, defendendo que não teria existido, durante os nove meses de vigência do acordo, um diálogo considerado suficiente para responder às preocupações apresentadas pela classe.
Perante este cenário, o SINPROF reafirma que a greve será efectivada a partir de Segunda-feira, 21 de Setembro, mas manifesta disponibilidade para retomar o diálogo, desde que este seja orientado para o cumprimento dos compromissos assumidos e para o atendimento das reivindicações dos professores.
A organização sindical conclui que continuará disponível para um diálogo que considera sério e responsável, mas rejeita o que classifica como manobras destinadas a desmobilizar os professores ou a confundir a opinião pública.



