A dívida de curto prazo, acumulada por via das emissões de Bilhetes do Tesouro, nos sete meses deste ano, registou uma redução de 20,1 por cento, ao cair de 1.562 mil milhões para 1.247 mil milhões de kwanzas.
De acordo com informações do Banco Nacional de Angola sobre o Mercado Primário, o Tesouro, de Janeiro a Julho, emitiu Bilhetes num valor acumulado de 195,9 mil milhões de kwanzas, isto durante os primeiros quatro meses (não há novas emissões registadas a partir de Maio).
No mesmo período, os resgates totalizaram 748,3 mil milhões de kwanzas. O mês de Fevereiro, com 300,8 mil milhões, continua a ser aquele em que se efectuou maior esforço de pagamentos. As operações de Janeiro (181,8mil milhões) e Maio (76,7 mil milhões) acabam por fechar o pódio no top 3 dos principais desembolsos realizados.
Em relação às emissões deste ano, em Março, os 65 mil milhões de kwanzas superaram os 54,6 mil milhões, em Janeiro, e 53,1 mil milhões, em Fevereiro. Abril com 23,1mil milhões de kwanzas ficou bem mais longe.
No final do ano passado, o stock das dívidas de curto prazo (Stock dos Bilhetes do Tesouro) era de 1,8 bilião de kwanzas.
Quanto às taxas de juro, a variação é ligeira. O ano iniciou-se com 16,0 por cento e até ao início do II trimestre estava fixada nos 15,99 por cento.
Os Bilhetes do Tesouro são títulos públicos de dívida de curto prazo emitidos pelo Estado angolano em moeda nacional (kwanza), com maturidades de 91, 182 em 364 dias, servindo para financiar necessidades temporárias de tesouraria, oferecendo aos investidores uma aplicação de baixo risco com juro antecipado ou por desconto.Diferenciam-se das Obrigações do Tesouro pela maturidade (tempo de vencimento), que são de médio e longo prazo.




