A taxa de emprego, no segundo trimestre de 2026, em Angola, passou de 42,3 para 44,2% da população activa, representando um aumento de 6,4%, em relação ao trimestre anterior, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os resultados anunciados, na sexta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho da Administração (PCA) do INE, Joel Futi, justificam esta subida com o ritmo de crescimento da procura de emprego a nível nacional, no período em referência.
A população activa foi estimada em 23.006.410 pessoas, contra 22.608.823 registadas no primeiro trimestre de 2026, o que correspondeu a um aumento de 1,76%.
Em relação à força de trabalho no segundo trimestre, foi estimada em 12.962.065 pessoas, dos quais 6.516.956 homens e 6.445.110 mulheres, representando uma taxa estimada em 58,6 e 54,2%, respectivamente, o que demonstra uma maior participação masculina no mercado de trabalho.
Presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi - FOTO JOEL INOCENTE | EDIÇÕES NOVEMBRO
POPULAÇÃO EMPREGADA
O inquérito esclarece que a população empregada, em Angola, atingiu 10.171.244 pessoas no segundo trimestre, sendo 5.226.599 homens e 4.944.646 mulheres contra 9.562.740 pessoas registadas no primeiro trimestre, bem como considera a taxa de emprego dos jovens com 15 a 24 anos de idade, que foi de 21,9%.
Segundo o PCA, o indicador de emprego na área urbana situou-se em 48,2% no segundo trimestre, superior ao observado na área rural, que se fixou em 35,6%, provando uma diferença significativa entre as zonas de residência e ao género, com os homens a serem representados com 47,0% contra os 41,6% das mulheres.
O mesmo processo considera maior participação da força de trabalho na área urbana com 62,4% no segundo trimestre contra os 43,4% registados da zona rural.
O gestor destaca igualmente um aumento de 6,6% da força de trabalho da população com 15 ou mais anos, em relação ao primeiro trimestre.
Por conseguinte, a taxa da força de trabalho aumentou de 2,6 pontos percentuais, face ao trimestre passado, sendo que o indicador de trabalho dos homens e das mulheres subiu 2,1 e 3,0 pontos percentuais, respectivamente.
Neste âmbito, segundo o responsável, o indicador de trabalho da população jovem com 15 a 24 anos situou-se em 36,9%, no segundo trimestre, um aumento de 1,5 ponto percentual, em relação ao trimestre anterior, considerando que o grupo etário com a maior força de trabalho, continua a ser a população de 35 a 44 anos de idade, que atingiu 78,6 contra 73,9% igualmente do período anterior.
O diploma destaca que, no período em análise, 63,6% da população empregada trabalhou em negócios privados, 23,4% em exploração agrícola e 9,5% trabalhou no sector Público.
O inquérito ressalta que cerca de um terço da população empregada com 15 ou mais idade esteve a trabalhar no sector do Comércio por Grosso e a Retalho, seguida do sector da Agricultura, Silvicultura e Pescas com 26,0%, Transportes e Armazenagem com 6,0%, Administração Pública e Defesa com 5,3% e Construção com 4,9%.
EMPREGO INFORMAL
Quanto à população com emprego informal, foi estimada em 8.145.082 pessoas, correspondendo a 80,1% do total da população empregada, sendo 3.721.925 homens e 4.423.157 mulheres.
Neste sentido, a taxa de emprego informal é mais elevada na área rural, com 91,7%, em comparação com a região urbana que foi de 76,1%, tendo também o PCA explicado que as pessoas com emprego informal se concentram, sobretudo, no grupo etário de 15 e 24 anos, correspondendo a 93,2%, com predominância nas mulheres, com 96,7 %.
TAXA DE DESEMPREGO
Nesta ordem, o indicador descreve que população desempregada com 15 ou mais anos foi estimada em 2.790.821 pessoas contra 2.593.206 do trimestre anterior, o que correspondeu a um aumento de 7,6%, sendo 1.290.357 homens e 1.500.464 mulheres.
A taxa de desemprego da população, nesta faixa etária, fixou-se em 21,5%, sendo mais elevada entre as mulheres, com 23,3% contra 19,8% dos homens.
O balanço apresentado cita maior concentração nos jovens com 15 a 24 anos de idade, que ascende para 40,5%, e 25 a 34 anos com 21,1%.
POPULAÇÃO COM 18 OU MAIS ANOS
Já em relação à população empregada com 18 ou mais anos de idade, o número foi de 9.993.584 pessoas contra 9.380.686 do trimestre anterior, desagregada em 5.144.296 homens e 4.849.289 mulheres.
De acordo com o documento, a taxa de emprego da população com 18 ou mais anos foi estimada em 49,8% contra 47,7% do trimestre anterior, sendo 53,4% para os homens e 46,5% para as mulheres.
O mesmo inquérito faz menção que a população desempregada com 18 ou mais anos de idade foi estimada em 2.567.465 pessoas contra 2.369.148 do trimestre anterior, e desagregada em 1.171.253 homens e 1.396.212 mulheres.
A taxa de desemprego da população, neste grupo de idade, foi estimada em 20,4% contra 20,2% do trimestre anterior, sendo 18,5% homens e 22,4% mulheres. &




