Taxa de inflação recua para 9,33 por cento e atinge mínimo de 2014

A taxa de inflação homóloga em Angola recuou para 9,33% em Julho, regressando a um dígito pela primeira vez desde 2014 ao confirmar a trajectória de desaceleração dos preços observado desde o início de 2026. Face a Junho, o indicador reduziu-se em 0,78 pontos percentuais, enquanto a comparação com igual período do ano passado revela uma queda de 10,15 pontos percentuais.
Os dados constam da Nota de Imprensa n.º 07, do Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostra uma redução gradual do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) ao longo dos últimos meses. Depois de iniciar o ano nos 14,56%, em Janeiro, a inflação desceu sucessivamente para 13,35% em Fevereiro, 12,42% em Março, 11,58% em Abril, 10,88% em Maio e 10,11% em Junho, atingindo agora 9,33% em Julho. A evolução confirma igualmente uma desaceleração contínua iniciada em meados de 2025, quando a taxa homóloga se situava em 19,48%, reduzindo-se progressivamente ao longo dos meses seguintes. Apesar do abrandamento da inflação global, algumas classes de consumo continuam a registar aumentos expressivos. A Educação apresentou a maior variação homóloga entre todas as categorias, ao crescer 25,24%, reflectindo o aumento dos custos associados ao ensino. Seguiram-se as classes de Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas, com 10,40%, Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis, com 10,17%, e Saúde, com 10,16%. No entanto, foi a rubrica Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas que voltou a exercer a maior influência sobre a inflação nacional. Segundo o INE, esta categoria contribuiu com 6,30 pontos percentuais, o equivalente a 67,49% da variação total do IPCN, mantendo-se como o principal factor de pressão sobre o custo de vida das famílias angolanas. As classes de Educação, Bens e Serviços Diversos e Saúde surgem entre as que mais contribuíram para o Índice Geral de Preços, enquanto Transportes, Lazer, Recreação e Cultura e Hotéis, Cafés e Restaurantes registaram as menores variações durante o período A análise regional evidencia igualmente diferenças significativas entre as províncias. Cabinda apresentou a maior taxa de inflação homóloga do país, com 13,09%, seguida por Malanje (12,01%), Lunda-Sul (11,40%), Moxico (10,60%), Bengo (10,52%) e Cuando e Cubango (10,40%). A província de Luanda registou uma inflação de 9,62%, ligeiramente acima da média nacional. Em sentido contrário, as menores variações foram observadas no Cuanza-Norte (6,00%), Huambo (6,59%), Cunene (6,86%) e Benguela (7,09%). Com o resultado alcançado em Julho, a média anual do IPCN fixou-se em 13,72%, abaixo dos 20,12% registados em 2025 e dos 28,03% observados em 2024. A evolução reforça os sinais de estabilização dos preços na economia angolana, embora a estrutura da inflação continue a evidenciar uma forte pressão dos bens alimentares sobre o orçamento das famílias. &


