A TotalEnergies prevê, nos próximos cinco anos, investir cerca de 10 mil milhões de dólares em diferentes projectos, em Angola, segundo o presidente da Comissão Executiva (CEO) da empresa, Patrick Pouyanné.
A intenção foi manifestada pelo gestor, na quarta-feira, em Luanda, ao intervir na Conferência Internacional e Exposição de Angola Oil & Gas (AOG 2026), considerando essencial o acordo firmado com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Sonangol, numa altura em que a empresa se prepara para colocar em funcionamento novas unidades de produção e expandir a exploração em todo o país.
O montante a ser executado, neste período, será aplicado em conjunto com os parceiros da companhia francesa e destina-se a sustentar a produção em diferentes programas.
Na ocasião, Patrick Pouyanné valorizou ainda as reformas implementadas pelo Governo angolano já que, além de permitir continuar a investir e explorar no sector, vai ajudar a atender às necessidades energéticas internas e externas. Nesta última, o foco é a região da SADC.
Conforme referiu, a multinacional francesa, actualmente, produz cerca de 450 mil barris de petróleo em Angola por dia, representando mais de 40 por cento da produção do país, assegurando que a empresa vai continuar a efectuar investimentos em Angola.
O responsável avançou que a companhia, que fundamentalmente opera no sector Petrolífero, detém também uma participação de 10% no Bloco 0, onde a Chevron anunciou recentemente mais uma descoberta no poço de exploração 105-4X.
Ainda entre os principais investimentos, encontra-se o projecto Kaminho, avaliado em seis mil milhões de dólares, localizado a cerca de 100 quilómetros da costa, na Bacia do Kwanza e, deverá iniciar a produção no Bloco 20/11, em 2028 e ficará ligado à sétima plataforma flutuante da companhia no país.
Nesta vertente, o CEO esclareceu também o memorando de entendimento realizado, em parceria com a ExxonMobil, para a exploração de duas novas licenças nos blocos 17 e 32, declarando a introdução de uma iniciativa de Inteligência Artificial aplicada à análise geológica das áreas marítimas angolanas.
Este compromisso de investimento surge num momento em que Angola procura manter a produção petrolífera por meio de novas descobertas, investimento em campos maduros e exploração em zonas de fronteira. &



