O investimento contínuo da TotalEnergies no projecto Dália poderá permitir a extracção de até 400 milhões de barris, em função dos avanços dos novos poços e a ampliação da produção do activo do Bloco 17.
Durante a Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2026, o director-geral da TotalEnergies em Angola, Martin Deffontaines, apontou Dália como um exemplo de como as reformas fiscais e regulatórias de Angola estão a incentivar o investimento adicional em activos de produção maduros.
“Dália é um projecto de referência em Angola e a nossa maior FPSO, que celebrou 20 anos de operações em 2026”, afirmou o gestor.
Martin Deffontaines disse que recentemente a empresa garantiu, através de um novo acordo-quadro com a ANPG, os próximos 20 anos do projecto. Este acordo-quadro vai permitir a exploração de 400 milhões de barris.
O projecto Dália faz parte do Bloco 17, onde os direitos de produção para as áreas de Desenvolvimento foram prorrogados até Dezembro de 2045.
O regime de produção incremental de Angola, introduzido em 2024, oferece incentivos fiscais para a produção adicional proveniente de blocos offshore maduros e áreas não desenvolvidas, incluindo uma maior recuperação de custos sob determinadas condições.
Durante o AOG 2026, a TotalEnergies assinou também um novo Contrato de Serviços de Risco com a ANPG e o grupo de contratantes do Bloco 17, que inclui a ExxonMobil e a Sonangol. O acordo faz parte de um pacote mais vasto de acordos anunciados pela TotalEnergies durante a conferência, abrangendo a exploração, o Bloco 32 e a redução de emissões.
“Durante o evento, assinámos quatro contratos: dois relativos a licenças de exploração, um relativo à prorrogação do Bloco 32, e o último é um acordo de cooperação relativo à redução das emissões”, justificou Martin Deffontaines.
O responsável disse que a mais recente actividade da empresa no Bloco 17 inclui também a descoberta Acácia-5, anunciada durante a semana do evento.
O gestor afirmou que o poço vai entrar em produção por via rápida, utilizando a capacidade disponível na FPSO Pazflor, prevendo-se que a primeira extracção de petróleo ocorra dentro de três meses e que a produção aumente no Bloco 17 em cerca de 6.000 barris por dia.
Martin Deffontaines atribuiu a vontade da TotalEnergies de continuar a investir capital em Angola a uma maior previsibilidade fiscal e a medidas destinadas a incentivar o investimento em activos produtores existentes.
“Há um novo decreto relativo ao aumento da produção, e a estabilidade fiscal de que beneficiamos está a nos dar confiança. O quadro criado pelo Governo e pela ANPG está a inspirar-nos confiança”, sustentou o gestor.
A TotalEnergies opera em Angola há sete décadas e actualmente explora seis FPSO no país, estando um sétimo em fase de desenvolvimento.
Martin Deffontaines afirmou que a empresa pretende reforçar essa posição através da exploração contínua e do investimento em activos em produção. &




