Um grupo de trabalhadores angolanos ligados à construção da Refinaria do Lobito, na província de Benguela, está em greve para reivindicar aumento salarial e melhoria das condições laborais, avançou esta Sexta-feira à Lusa fonte grevista.
Em declarações à Lusa, Vitorino Faustino, um dos grevistas, referiu que os trabalhadores se concentraram esta Sexta-feira à porta da Sonaref para manifestar o seu descontentamento sobre a contraproposta de aumento salarial apresentada pela entidade patronal.
Em vídeos partilhados nas redes sociais centenas de trabalhadores protestam, exigindo aumento salarial.
Além do baixo salário reivindicam também questões ligadas à má alimentação e denunciam alegados maus-tratos, referiu a mesma fonte.
Sem avançar um número, disse que a adesão à greve é total, salientando que a luta pelos direitos dos trabalhadores já dura há quase três semanas.
"Eles pediram-nos que déssemos um prazo até dia 30 [Setembro], e que voltássemos para o campo para trabalhar, passou o prazo sem alguma mudança por isso parámos", disse.
Vitorino Faustino disse que actualmente auferem salários de 100 mil kwanzas, o salário mínimo nacional, exigindo inicialmente um aumento para 600 mil kwanzas.
"Negociamos e baixamos para 400 mil kwanzas, mas a contraproposta que nos apresentaram agora é para um aumento de 20 por cento", avançou.
A construção da Refinaria do Lobito, um projecto da Sonangol, petrolífera estatal, está a ser desenvolvida em Benguela, para o processamento de 200 mil barris de petróleo por dia, numa área estimada em aproximadamente 3800 hectares.




