A Africa Finance Corporation, Transcune e Copia Group of Companies são as três empresas que concorrem à concessão do direito de exploração, gestão e manutenção do Corredor do Namibe, no âmbito do Concurso Público lançado pelo Ministério dos Transportes a 5 de Dezembro de 2025.
A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo presidente da comissão organizadora do concurso público para a concessão do Corredor do Namibe, José Roberto.
De acordo com os dados apresentados, o contrato de concessão, com a duração de até 50 anos, prevê a exploração, operação, manutenção e conservação da linha férrea de Moçâmedes–Menongue, incluindo o material circulante, as infra-estruturas associadas, oficinas e centro de formação.
O contrato contempla igualmente a possibilidade de concepção e construção de novos troços, extensões e ramais, bem como ligações ferroviárias com a Namíbia e, futuramente, com a Zâmbia.
Segundo José Roberto, a concessão do Corredor do Namibe constitui um projecto estratégico para o reforço do papel de Angola como plataforma logística regional, contribuindo para o fortalecimento das cadeias de abastecimento, a promoção de novos investimentos e o aumento da competitividade das exportações.
O responsável salientou ainda que o processo se insere no quadro das reformas estruturais realizadas por Angola nos últimos anos, orientadas para o reforço da segurança jurídica, melhoria do ambiente de negócios e maior participação do investimento privado no desenvolvimento e modernização das infra-estruturas de transporte.
O procedimento esteve aberto a empresas individuais ou associações de concorrentes com experiência comprovada na gestão de infra-estruturas ferroviárias e em operações de transporte de carga.
Passos seguintes
O presidente da Comissão de Avaliação, José Alberto da Costa, adiantou que o concurso avança agora para a fase de análise dos documentos de habilitação e das propostas técnicas e financeiras.
Segundo o responsável, depois da análise documental será determinada a admissão ou não admissão dos concorrentes. “Caso todas as propostas sejam admitidas, a Comissão avançará para a avaliação e classificação das propostas apresentadas”, disse.
José Alberto da Costa explicou ainda que as duas entidades melhor classificadas serão seleccionadas para a fase de negociação das propostas, onde os concorrentes terão a oportunidade de melhorar as condições apresentadas inicialmente.
Concluída a negociação, referiu, a Comissão de Avaliação elaborará um relatório preliminar e, posterior- mente, o parecer final, que definirá a entidade vencedora do contrato de concessão do corredor.
O Corredor do Namibe integra o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, com 855 quilómetros de extensão, e o Porto do Namibe, constituindo um eixo logístico estratégico para o escoamento de minérios, rochas ornamentais, produtos agrícolas e outros bens.
A infra-estrutura dispõe de uma capacidade de até cinco milhões de toneladas por ano e apresenta potencial para servir as ligações aos países do interior da região, em articulação com os corredores do Lobito e de Walvis Bay.




