Cuvango - O director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, Tiago Pinto, defendeu o recurso ao potencial da Inteligência Artificial (IA) como estratégia para tornar os destinos locais mais conhecidos, competitivos e sustentáveis.
Cuvango - O director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, Tiago Pinto, defendeu o recurso ao potencial da Inteligência Artificial (IA) como estratégia para tornar os destinos locais mais conhecidos, competitivos e sustentáveis.
A posição foi manifestada durante o acto provincial do Dia Mundial do Turismo, celebrado este domingo, 27, no município do Cuvango (Huíla), sob o lema "Turismo e Inteligência Artificial, Moldando o Futuro dos Destinos", onde pediu que esse recurso nunca pode subalternizar a interactividade humana.
O director afirmou que a tecnologia é uma realidade presente no quotidiano, que está a transformar rapidamente a forma como os turistas pesquisam a informação, planificam itinerários e reservam alojamentos.
Para Tiago Pinto, o debate actual já não passa por prever a chegada da IA ao sector, mas por definir estratégias eficazes para a sua utilização em benefício do desenvolvimento local, razão pela qual a consolidação de uma base de inteligência territorial é fundamental para o sucesso desta transição digital.
Tiago Pinto advogou a obrigatoriedade de se conhecer e mapear rigorosamente o território, com a recolha de dados organizados, antes de avançar para a digitalização, sob pena das ferramentas inteligentes não surtirem o efeito desejado na atracção de investimentos.
Frisou que o plano estratégico da província prevê a utilização da IA para converter os vastos recursos naturais e históricos da região em experiências estruturadas e atractivas.
O objectivo dessa medida, segundo o director, é aumentar o tempo de permanência dos visitantes na Huíla, aliado à inovação tecnológica e à melhoria das infra-estruturas básicas, como os acessos rodoviários, a sinalização turística e a conectividade digital.
Destacou igualmente o papel da tecnologia na democratização de oportunidades económicas, com a necessidade de um processo de transformação digital mais inclusivo.
Para Tiago Pinto, a modernização do sector não deve deixar de lado os pequenos operadores, os jovens empreendedores, os guias turísticos e os artesãos das zonas rurais, para garantir que o rendimento gerado beneficie directamente as populações.
Apesar dos incentivos à modernização tecnológica, o responsável alertou que a transição digital não deve substituir a identidade cultural e o calor humano da região.
Ressaltou que o turismo permanece, na sua essência, uma actividade de e para pessoas, pese embora a IA possa ser uma aliada na promoção e na análise de tendências de mercado, o verdadeiro motor do sucesso turístico continua a ser a hospitalidade das comunidades e o património humano que confere identidade à província.
Por sua vez, o administrador municipal do Cuvango, Luís Paulo Ndala, manifestou que o município é detentor de várias potencialidades turísticas naturais, no entanto quer que sejam transformadas de forma sustentável e sem a prejudicar, para rentabilizar as comunidades.
Apelou a todos, independentemente das suas convicções políticas, filosóficas, culturais ou religiosas, a sentirem-se motivados a investir nesta área, não apenas com capital, pois o próprio consumidor também investe ao comprar.
O acto provincial do Dia Mundial do Turismo decorreu durante um acampamento no referido município com participação de cem operadores turísticos e gestores públicos da de representantes dos 23 municípios da Huíla.
O evento que decorreu durante três dias realizou visitas a uma visita numa fazenda, a 60 quilómetros da sede municipal, à Missão Católica do Cuvango e aos Rápidos ou Cascatas de Tchichalala. EM/MS




