Wamkele Mene reconhece potencial exportador do país

O secretário-geral da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), Wamkele Mene, reconheceu terça-feira, em Icolo e Bengo, que Angola reúne as condições necessárias para exportar bens e serviços para qualquer país africano.
Para o responsável, as acções em curso no país vão contribuir de forma decisiva para a criação de empregos e para o crescimento económico sustentável. Como exemplo, Mene apontou o sector da Agricultura pelo seu forte potencial de produção, cujos resultados podem reforçar a segurança alimentar angolana e de todo o continente. O diplomata destacou ainda a Feira Internacional de Luanda (FILDA) como um evento que demonstra uma capacidade significativa de produção e um elevado nível de conteúdo local. “Verificámos que existem na feira vários sectores de a tividade e serviços capazes de apoiar a produção, um feito de reconhecer, pois os objectivos da ZCLCA focam-se na promoção do comércio intrafricano”, sublinhou. O secretário-geral avaliou a FILDA 2026 de forma extremamente positiva, sublinhando que o certame cumpre com distinção os mais exigentes padrões internacionais de qualidade organizativa, de exposição e de infra-estrutura. Wamkele Mene lembrou que a implementação progressiva e efectiva dos acordos regulatórios da ZCLCA abrirá portas sem precedentes para que o sector privado angolano aceda a mercados de consumo muito mais amplos e diversificados, livres de barreiras tarifárias sufocantes. Além disso, o diplomata realçou a posição geográfica e política privilegiada do país, que já se encontra totalmente integrado em blocos económicos regionais fundamentais, tais como a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Mene considerou estas valências e conexões aduaneiras como ferramentas tácticas fundamentais. Na sua alocução, elogiou o papel proactivo do Executivo angolano na criação de infra-estruturas logísticas e na simplificação de procedimentos administrativos. Para o secretário-geral da ZCLCA, estes passos tácticos e estruturais são considerados absolutamente essenciais para dar musculatura operacional e financeira às empresas locais. Wamkele Mene sustentou que o reforço da capacidade interna permitirá ao empresariado angolano mitigar os riscos de mercado e expandir as suas operações logísticas muito além das fronteiras nacionais. Sob essa óptica, o fortalecimento do tecido produtivo doméstico é a premissa fundamental para que o país deixe de ser um mero receptor de mercadorias e passe a actuar como um fornecedor de referência, alcançando com sucesso e alta competitividade todo o mercado continental africano, que hoje representa um universo de mais de 1,3 mil milhões de consumidores.


