O piloto britânico Lewis Hamilton considera que a sua trajectória na Fórmula 1 o torna uma figura diferente de todas as outras que passaram pela modalidade ao longo de mais de sete décadas. O heptacampeão mundial reafirmou ainda que pretende continuar a competir até aos quarenta e poucos anos, desde que mantenha o nível de desempenho exigido.
Foto: IG (Lewis Hamilton)
Em entrevista à BBC, Hamilton revelou que um dos seus grandes objectivos antes de encerrar a carreira é disputar uma corrida em África. O piloto da Ferrari afirmou que tem trabalhado há vários anos para ajudar a concretizar o regresso da Fórmula 1 ao continente africano, que não recebe um Grande Prémio desde 1993.
“A Fórmula 1 nunca teve ninguém como eu nos seus 70 anos de história. Sou construído de forma diferente”, declarou o britânico.
Hamilton também contestou algumas ideias associadas ao envelhecimento dos pilotos, particularmente a possibilidade de uma redução dos reflexos e do tempo de reação. Para sustentar a sua posição, destacou o desempenho que teve na última corrida, onde, segundo afirmou, conseguiu ser mais rápido na reação do que alguns dos pilotos mais jovens.
Apesar das incertezas em relação ao futuro, o piloto garantiu que continua determinado a competir e que está disposto a fazer os sacrifícios necessários para permanecer na Fórmula 1.
“Neste momento, estou disposto a sacrificar tudo pela minha carreira. Não posso garantir que daqui a quatro anos continuarei a ter a mesma vontade, mas estou totalmente comprometido e pretendo continuar assim num futuro próximo. O tempo dirá se ainda estarei aqui na década de 2030. Nunca quero abusar da confiança que depositam em mim. Não quero continuar a conduzir se o meu desempenho tiver diminuído significativamente, explicou.
Com sete títulos mundiais conquistados (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020), Lewis Hamilton permanece entre os maiores nomes da história da Fórmula 1, estando empatado com Michael Schumacher como o piloto mais titulado da competição.




