Amnistia Internacional acusa paramilitares do Sudão de crimes contra a humanidade em El-Fasher

A Amnistia Internacional acusou as Forças de Apoio Rápido (RSF) do Sudão de cometer crimes contra a humanidade e actos de limpeza étnica durante o cerco à cidade de El-Fasher, em Darfur.
Segundo o relatório, os combatentes das RSF são responsáveis por assassinatos, deslocamentos forçados, tortura, violência sexual e perseguição contra civis.
A Amnistia denuncia ainda ataques deliberados contra crianças e comunidades não árabes, e afirma que as evidências recolhidas podem ser relevantes para uma investigação por genocídio.
O documento que ainda não mereceu uma reacção dos paramilitares, baseia-se em depoimentos de mais de 200 sobreviventes, além da análise de vídeos e imagens de satélite.
A Organização das Nações Unidas, estima que mais de 6.000 pessoas morreram em El-Fasher durante a ofensiva, enquanto a guerra no Sudão já deslocou mais de 14 milhões de pessoas e agravou a crise humanitária no país.



