O Congresso Nacional Africano (ANC), à frente da África do Sul desde 1994, regista o pior resultado eleitoral ao ter obtido cerca de 30 por cento dos votos nas eleições municipais, depois do apuramento de 90 por cento dos sufrágios, o que não vai alterar o resultado final.
O partido histórico de Nelson Mandela, que continua a ser a principal formação do país à frente da Aliança Democrática, o seu principal parceiro no Governo de Unidade Nacional, não pára de registar recuos do eleitorado desde 2004.
O ANC passou, pela primeira vez, para baixo da maioria absoluta nas eleições nacionais de 2024 (40 por cento), que o forçou a formar uma coligação governamental. A meio caminho das próximas eleições nacionais, o ANC obteve pouco mais de 31 por cento dos votos apurados, indicou a comissão eleitoral na sexta-feira.
O resultado do ANC é particularmente observado, tendo em vista o congresso do partido que deve designar dentro de um ano o sucessor de Cyril Ramaphosa, actual Chefe de Estado, que não pode ser reeleito. Ainda não surgiu nenhum favorito óbvio. “A luta continua”, reagiu na televisão uma dirigente do partido e ex-ministra, Nomvula Mokonyane. Este resultado “dá-nos a oportunidade de repensar e renovar o ANC”.
“Uma das principais razões pelas quais o ANC perde votos é o surgimento de partidos como o MKP”, estima a analista política Sanet Solomon à AFP, referindo-se ao partido dissidente Umkhonto we Sizwe (MKP), criado no final de 2023, pelo ex-Presidente Jacob Zuma. Com uma pontuação um pouco acima de 9 por cento, de acordo com os resultados parciais, continua a ser a terceira força política do país, mas em queda em relação às eleições nacionais de 2024 (14,5 por cento).
Rival histórica do ANC, que se tornou aliada circunstancial num Governo de unidade nacional, a Aliança Democrática (AD) obteve, até agora, cerca de 24 por cento dos votos, depois de uma campanha concentrada naquele tema.
Eleições devem ser a festa da democracia
O presidente da Comissão Intereclesial chamou a atenção para a proximidade das Eleições Gerais de 2027, apelando à maturidade cívica, tolerância e responsabilidade por parte dos cidadãos e dos partidos políticos, de modo a garantir um processo eleitoral pacífico.
“As eleições devem constituir uma verdadeira festa da democracia, e não um motivo de divisão entre irmãos”, afirmou, apelando a que cada cidadão exerça conscientemente os seus direitos e deveres cívicos.
Por sua vez, o director dos Assuntos Religiosos, Osvaldo Mendes, disse que a celebração dos 51 anos da Independência Nacional representa uma oportunidade para homenagear todos aqueles que lutaram pela soberania e contribuíram para a conquista da paz.
O responsável reconheceu que as igrejas têm desempenhado um papel determinante na prevenção de conflitos, combate à desinformação e na promoção do entendimento entre cidadãos com diferentes convicções.
O culto, decorrido no templo da Igreja “Bom Deus”, na zona da Sapu, município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, contou com a participação de mais de 20 mil fiéis de diferentes confissões religiosas, além de membros do Executivo, representantes de partidos políticos, organizações da sociedade civil e outras individualidades.




