Paris - O antigo primeiro-ministro da Guiné-Conacri Sidya Touré faleceu em França aos 81 anos, avança hoje a agência de notícias France-Presse.
Paris - O antigo primeiro-ministro da Guiné-Conacri Sidya Touré faleceu em França aos 81 anos, avança hoje a agência de notícias France-Presse.
Segundo fontes próximas da família do antigo primeiro-ministro da Guiné-Conacri, Sidya Touré morreu na sexta-feira, em Paris (França), após várias décadas na vanguarda da vida pública guineense.
Sidya Touré estava internado no Hospital Americano de Paris há cerca de duas semanas, depois de ter adoecido em Abidjan, a maior cidade da Côte d'Ivoire e a capital económica, acrescenta a AFP, citando fontes próximas da sua família, que pediram anonimato por razões de segurança.
A partir do seu exílio na Côte d'Ivoire, Sidya Touré liderava um dos principais partidos da oposição na Guiné-Conacri, a União das Forças Republicanas (UFR) - um dos 40 partidos políticos dissolvidos em Março.
Touré vivia em Abidjan desde que deixou a Guiné-Conacri, na sequência do golpe de Estado militar de Setembro de 2021 que levou Mamady Doumbouya ao poder.
Este último foi posteriormente eleito Presidente do país da África Ocidental em Dezembro passado, numa votação em que não participaram nem a UFR nem os outros dois principais partidos da oposição, a UFDG e o RPG.
O líder da UFDG, Cellou Dalein Diallo, que também vive no exílio, lamentou a perda de "um amigo, um companheiro de caminho e de luta", num comunicado publicado no Facebook.
Sidya Touré e Diallo partilhavam, segundo este último, um "sonho comum" de "transformar" a Guiné-Conacri, com todo o seu potencial, "numa economia próspera, regida pelas regras e princípios da democracia e do Estado de direito e assente numa governação virtuosa".
O Presidente guineense Lansana Conté, no poder entre 1984 e 2008, nomeou Sidya Touré primeiro-ministro em Julho de 1996, cargo que este ocupou até Março de 1999.
O seu mandato foi marcado por reformas administrativas e económicas, bem como por esforços destinados a reforçar as relações da Guiné-Conacri com as instituições financeiras internacionais. MCN




