O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, cancelou praticamente todos os voos de domingo e cerca de 60% das ligações aéreas previstas para esta segunda-feira, 12, na sequência de ataques reivindicados pelos rebeldes Houthis do Iémen, que provocaram mortos, feridos e danos materiais.
Segundo a Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita, o ataque de domingo causou a morte de um cidadão paquistanês e ferimentos em outras 11 pessoas, que foram transportadas para unidades hospitalares para receber assistência médica.
O projéctil que atingiu o aeroporto provocou ainda um incêndio e danos materiais, cujo valor está a ser avaliado pelas autoridades.
No sábado, um outro ataque matou pelo menos 13 pessoas e deixou mais de 300 feridos, alguns dos quais em estado grave.
Os rebeldes Houthis reivindicaram, no domingo, uma série de ataques contra aeroportos de Riade e Dammam, bem como contra infra-estruturas energéticas sauditas.
O porta-voz militar do movimento, Yahya Sarea, afirmou que o Aeroporto Internacional Rei Khalid foi alvo de três fases de ataques desde a noite de sexta-feira, alegando que as operações provocaram a interrupção do tráfego aéreo e o encerramento das instalações.
Entretanto, o Irão manifestou disponibilidade para facilitar o diálogo entre a Arábia Saudita e os Houthis, numa tentativa de conter a escalada da tensão na região.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão está preparado para prestar a assistência necessária à abertura de um canal de diálogo entre as partes. O governante advertiu ainda que a insistência numa solução militar, em detrimento das vias políticas, poderá agravar a situação.
Por sua vez, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou a intensificação dos ataques dos Houthis contra o aeroporto de Riade e apresentou condolências às famílias das vítimas.
Kallas revelou igualmente que o ministro saudita dos Negócios Estrangeiros solicitou o reforço da presença naval europeia no Mar Vermelho, no âmbito da operação Aspides, destinada a contribuir para a segurança da navegação comercial.
A responsável europeia afirmou que o reforço da operação deverá permitir uma maior coordenação com a força internacional, com o objectivo de manter aberto o estreito de Bab el-Mandeb e garantir a circulação dos navios mercantes no Mar Vermelho.




