Juba – Pelo menos 23 pessoas morreram na madrugada de hoje quando jovens armados, ligados à oposição armada do Sudão do Sul, atacaram várias aldeias em Ruweng, uma zona produtora de petróleo, segundo um responsável do Governo local.
Juba – Pelo menos 23 pessoas morreram na madrugada de hoje quando jovens armados, ligados à oposição armada do Sudão do Sul, atacaram várias aldeias em Ruweng, uma zona produtora de petróleo, segundo um responsável do Governo local.
Os ataques envolveram a milícia Exército Branco.
O ministro da Informação do Governo local de Ruweng, James Monyluak Mijok Thon, declarou à agência EFE que os ataques começaram por volta das 05:00 (04:00 em Lisboa) e acusou jovens armados do estado vizinho de Unity de realizarem as investidas letais.
"Pelo menos 23 pessoas perderam a vida nos ataques lançados por jovens armados logo ao início desta manhã. Os atacantes são membros da milícia Exército Branco", afirmou Thon.
O Exército Branco, uma milícia juvenil composta predominantemente por membros da etnia Nuer, tem estado historicamente associado ao Movimento Popular de Libertação do Sudão na Oposição (SPLM-IO), liderado pelo vice-presidente Riek Machar, embora a sua relação com o comando militar da oposição continue a ser alvo de controvérsia.
"Os grupos armados atacaram várias aldeias, incluindo Nyokrial e Nyoklith, no condado de Tuoch; Bal Mialou, no condado de Lake No; e Manajonga, no condado de Aliiny", detalhou o ministro.
Thon acrescentou que os agressores também incendiaram residências e levaram o gado pertencente às comunidades locais.
"Várias casas foram incendiadas e o gado foi saqueado durante os ataques. A situação continua tensa", acrescentou.
Os ataques representam um novo episódio de violência em Ruweng, onde as tensões entre grupos armados e comunidades do estado vizinho de Unity têm provocado, por diversas vezes, confrontos fatais.
Os últimos actos de violência ocorrem num contexto de crescentes tensões políticas e de segurança no Sudão do Sul, após o incumprimento de disposições fundamentais do acordo de paz de 2018 entre o Governo do Presidente Salva Kiir e o movimento de oposição de Machar.
Machar está a ser julgado em Juba de acusações relacionadas com os confrontos mortais ocorridos na região de Nasir, em Março de 2025, que envolveram também membros do Exército Branco.
O retomar da violência armada acontece a menos de dois meses das eleições gerais no Sudão do Sul, previstas para Dezembro de 2026, num cenário de insegurança generalizada, divisões políticas e preocupação com a frágil transição do país. OHA




