Os trabalhadores afirmam que continuam a desempenhar funções de elevado risco, apesar de não receberem a remuneração acordada. Segundo os profissionais, a paralisação das actividades teve início em Julho, após sucessivas reclamações às autoridades sobre os salários em atraso e as condições de trabalho não terem obtido resposta.
Entre os afectados está Wiza Bondele, membro da equipa de prevenção e controlo da infecção por ébola, que também participou na resposta ao surto de 2018. O profissional trabalha na desinfecção de residências onde foram registadas mortes provocadas pela doença, uma das medidas consideradas essenciais para travar a propagação do vírus.
De acordo com Bondele, alguns trabalhadores receberam apenas 380 dólares, apesar de lhes terem sido prometidos 510 dólares, enquanto muitos outros continuam sem receber qualquer pagamento.
A crise salarial acontece numa altura em que os casos de ébola continuam a aumentar na região, alimentando receios de que a escassez de profissionais e as paralisações possam comprometer os esforços das autoridades sanitárias para controlar o surto e evitar novas cadeias de transmissão.




