Kinshasa - O Governo congolês acusou sexta-feira Joseph Kabila, ex-presidente da RDC, de fomentar um ataque generalizado contra o país.
Kinshasa - O Governo congolês acusou sexta-feira Joseph Kabila, ex-presidente da RDC, de fomentar um ataque generalizado contra o país.
A acusação surge após o M23, grupo armado apoiado por Kigali, anunciar a liderança de Kabila.
Em entrevista à AFP, o porta-voz do Governo, Patrick Muyaya, insistiu que "a escolha das armas significa que se vai matar congoleses porque se pensa assim conquistar territórios".
O leste congolês é palco de conflitos desde há mais de 30 anos.
A região, rica em recursos naturais e fronteiriça do Rwanda, assiste desde o final de 2021 à ressurgência do grupo armado antigovernamental M23, apoiado por Kigali.
No início de 2025, o M23, que já controlava vastas extensões territoriais nas províncias de Nord-Kivu e Sud-Kivu, apoderou-se das importantes cidades de Goma e Bukavu.
Na segunda-feira, o M23 e o seu ramo político, a Aliança Rio Congo (AFC, na sigla em Francês), anunciaram que Joseph Kabila, com 55 anos, passava a ser o seu líder.
Os rebeldes também anunciaram a mudança da sua designação, com a plataforma AFC/M23 a mudar para Frente para a Refundação da Nação (FRN) e a descrever-se como um movimento "politico-militar".
Desde há meses que o Governo acusava Joseph Kabila de "colaborar" com os rebeldes.
A justiça militar condenou-o no final de Setembro de 2023 à morte por traição.
Kabila está também sob sanções pelos EUA pelo seu apoio ao M23.
Desde Abril de 2025 que o M23 participava em negociações de paz com o Governo, sob a égide do Qatar, o que a FRN indicou querer manter.
O regresso de Kabila à cena política acontece em contexto político volátil no país.
Tshisekedi, com 63 anos e sucessor de Joseph Kabila, acaba o seu mandato em 2028.
A Constituição estipula um limite ao cargo presidencial a dois mandatos quinquenais. MCN




