O Banco Mundial anunciou um financiamento adicional de 80 milhões de dólares para reforçar o combate à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDC), além de 13 milhões de dólares destinados a apoiar onze países vizinhos e instituições regionais na prevenção e resposta a emergências sanitárias.
A informação foi divulgada esta quarta-feira pelo portal congolês Actualite.cd, com base num comunicado da instituição financeira internacional.
O novo financiamento visa reforçar a capacidade de resposta das autoridades sanitárias congolesas, através da ampliação da vigilância epidemiológica, da melhoria dos laboratórios, do tratamento dos doentes e do reforço das medidas de prevenção e controlo de infecções.
Com os novos recursos, o financiamento total mobilizado pelo Banco Mundial para responder à emergência do Ébola ascende a 426,6 milhões de dólares, incluindo os apoios anteriores.
A província do Ituri está entre as áreas prioritárias da intervenção, devido às necessidades dos serviços de saúde. Na cidade de Bunia, especialistas técnicos foram mobilizados para apoiar as equipas locais, melhorar a capacidade de diagnóstico e reforçar a coordenação das operações de resposta.
No âmbito do programa, foram disponibilizadas 104 plataformas de diagnóstico e 70 mil testes destinados à detecção da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola. A assistência incluiu ainda o fornecimento de 340 toneladas de medicamentos e equipamentos médicos, com o objectivo de melhorar o tratamento dos doentes e assegurar a continuidade dos serviços de saúde essenciais.
O Banco Mundial destacou igualmente a necessidade de preservar os cuidados de saúde materna e infantil durante a emergência, de modo a evitar que a crise comprometa a assistência às mulheres grávidas, aos recém-nascidos e a outras pessoas que dependem de acompanhamento médico regular.
Os 13 milhões de dólares destinados à resposta regional deverão beneficiar onze países abrangidos pelo programa de preparação e resposta a emergências sanitárias.
Os recursos serão aplicados no reforço dos sistemas de vigilância epidemiológica, dos laboratórios, da formação dos profissionais de saúde e dos mecanismos digitais de controlo sanitário nos principais pontos de entrada fronteiriços.
Segundo a instituição, a cooperação entre os países é fundamental para melhorar a detecção precoce de doenças infecciosas, facilitar a partilha de informações e coordenar as medidas de prevenção, sobretudo devido à circulação de pessoas através das fronteiras.
Apesar do reforço financeiro, as operações de combate à epidemia continuam a enfrentar desafios relacionados com a insegurança, os deslocamentos populacionais, as limitações de algumas unidades sanitárias e a desconfiança de determinadas comunidades em relação às intervenções médicas.
A eficácia do financiamento dependerá da aplicação dos recursos no terreno, da colaboração das comunidades e da capacidade das equipas de saúde para identificar rapidamente novos casos e acompanhar as pessoas que possam ter estado em contacto com os infectados.
O Banco Mundial afirma que pretende trabalhar em coordenação com o Governo congolês e os parceiros regionais para reduzir a transmissão da doença e proteger as populações mais vulneráveis.




